Indústria impulsiona Chapecó ao top 10 nacional na criação de empregos formais no 1º trimestre de 2026

Chapecó acelerou a geração de empregos formais no primeiro trimestre de 2026, registrando 1.180 novas vagas apenas na indústria e alcançando a 9ª posição no ranking nacional do setor, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Desempenho industrial do 1º trimestre de 2026

Entre janeiro e março, o setor industrial de Chapecó contabilizou 5.382 admissões e 4.202 desligamentos, resultando no saldo positivo de 1.180 postos. A indústria de transformação de alimentos foi decisiva nesse avanço, reforçando a vocação histórica do município como polo agroindustrial capaz de abastecer mercados no Brasil e no exterior.

Márcio Paixão Rodrigues, secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação, destacou que a expansão não se concentrou em um único nicho. Segundo o gestor, a indústria de máquinas e equipamentos também contribuiu de forma relevante, ampliando a diversificação do parque produtivo local.

O resultado posicionou a cidade oestina acima de capitais e importantes polos estaduais, demonstrando consistência na abertura de vagas mesmo diante da concorrência de polos mais populosos. Em números absolutos, o desempenho chapecoense superou o de municípios com estrutura industrial similar, indicando ganhos de competitividade.

Contribuição de outros setores econômicos

Embora a indústria tenha respondido pela maior parcela do saldo, 420 novas vagas na construção civil e 633 contratações líquidas em serviços reforçaram o dinamismo do mercado de trabalho local. Somando todas as atividades econômicas, Chapecó alcançou 2.222 carteiras assinadas no trimestre, ficando na 53ª colocação nacional entre mais de 5,5 mil municípios.

A construção civil foi impulsionada por projetos habitacionais e pela ampliação de galpões industriais, enquanto o setor de serviços se beneficiou do crescimento da demanda logística e de tecnologia da informação, ambos atrelados ao ciclo de expansão industrial.

Essa sinergia intersetorial sugere um ecossistema econômico em maturação, onde ganhos em um segmento reverberam em toda a cadeia de suprimentos, comércio e infraestrutura de suporte.

Indústria impulsiona Chapecó ao top 10 nacional na criação de empregos formais no 1º trimestre de 2026 - Imagem do artigo original

Imagem: Daiane Carolina

Fatores estruturais que sustentam o crescimento

Para o prefeito Valmor Scolari, o ambiente de negócios local foi facilitado por um programa de desburocratização que reduziu prazos de abertura de empresas e simplificou licenças. O gestor atribui parte do resultado à expansão de vias de acesso e ao novo Distrito Industrial, responsável por atrair companhias de médio e grande portes.

Além das políticas municipais, a localização geográfica estratégica, próxima aos corredores de exportação do Mercosul, fortalece a atratividade para investidores do setor alimentício. O acesso a matérias-primas agropecuárias, somado à disponibilidade de mão de obra qualificada formada por instituições de ensino técnico da região, compõe um diferencial competitivo relevante.

No campo fiscal, a prefeitura manteve incentivos alinhados a programas estaduais de estímulo à industrialização, como redução de alíquotas de ICMS para empresas que ampliem quadros funcionais. Tais mecanismos fortalecem a previsibilidade necessária para planos de expansão de médio e longo prazos.

Conclusão técnica

Os números do Caged confirmam a capacidade de Chapecó em converter vantagens estruturais em resultados concretos de empregabilidade. A continuidade da expansão dependerá da manutenção de infraestrutura logística, da formação de mão de obra especializada e da articulação público-privada em novos projetos industriais. Nos próximos trimestres, a abertura gradual de plantas no Distrito Industrial e o calendário de investimentos na cadeia frigorífica devem preservar o ritmo de contratações, mantendo o município no radar nacional da geração de empregos formais.