LATAM Airlines detalhou novas regras para o Stopover no Brasil, benefício que autoriza passageiros em voos com conexão a permanecer até cinco dias na cidade intermediária sem acréscimo na tarifa aérea, medida válida desde maio de 2026 nos principais hubs nacionais.
Amplitude geográfica e limites de permanência
O programa cobre sete aeroportos estratégicos, distribuídos em centros de conexão de alta demanda:
- São Paulo – Guarulhos (GRU) e Congonhas (CGH)
- Fortaleza – Pinto Martins (FOR)
- Brasília – Aeroporto Internacional de Brasília (BSB)
- Recife – Gilberto Freyre (REC)
- Curitiba – Afonso Pena (CWB)
- Manaus – Eduardo Gomes (MAO)
- Belém – Val-de-Cans (BEL)
Os limites de estada variam conforme o aeroporto:
- 1 a 5 dias nos terminais paulistas GRU e CGH
- 1 a 3 dias nos demais hubs (BSB, FOR, REC, CWB, MAO, BEL)
O passageiro pode escolher aplicar o benefício em apenas um dos trechos – ida ou volta. Caso opte por estender a parada nas duas direções, a companhia cobra taxa adicional baseada na diferença tarifária vigente.
Processo de emissão e condições de elegibilidade
A solicitação do Stopover deve ser realizada no momento da compra do bilhete, por meio do atendimento telefônico ou do assistente virtual da LATAM no WhatsApp. As passagens precisam ser adquiridas em tarifa pagante; bilhetes emitidos com pontos LATAM Pass não se qualificam.
Alterar o itinerário após a emissão implica adoção das regras tarifárias originais, incluindo multas e diferenças de valor, o que elimina a gratuidade do benefício. A companhia também esclarece que o programa é aplicável a rotas domésticas e internacionais, desde que o segmento de conexão seja operado pela própria LATAM.
Para ampliar o tíquete médio, a aérea oferece serviços complementares – hotel, aluguel de carro e seguro-viagem – integrados à plataforma de reserva. Cada R$ 1,00 despendido gera 1,5 milha e 1 Ponto Qualificável no programa LATAM Pass, acumuláveis conforme política vigente.
Imagem: Internet
Impactos para viajantes frequentes e comparativo de mercado
Especialistas em turismo de conexão apontam que o Stopover reforça a atratividade de hubs nacionais, sobretudo para rotas que já exigiriam escala. Para quem parte do Norte ou Nordeste rumo ao Sul e Sudeste, por exemplo, a permanência adicional possibilita roteiros duplos – como unir praias cearenses a compromissos corporativos em São Paulo – sem custo aéreo extra.
Concorrentes diretos, como Gol Linhas Aéreas com o programa Smiles Stopover, tradicionalmente estendem o benefício também a emissões com milhas, o que diferencia a proposta da LATAM. Entretanto, a flexibilidade de até cinco dias em São Paulo posiciona o produto como o mais extenso entre as companhias que operam no país.
Segundo dados internos do setor de aviação, 77 % dos passageiros de conexão permanecem menos de 24 horas na escala. Ao elevar a janela para vários dias, a LATAM busca converter tráfego de passagem em turismo local, incrementando receitas de parceiros de hotelaria e transporte terrestre.
Conclusão Técnica: A atualização do Stopover da LATAM consolida o benefício como ferramenta de otimização de roteiros, permitindo ao passageiro explorar até dois destinos em uma única tarifa. A adoção imediata no ato da compra e a exclusão de bilhetes com milhas configuram os pontos de atenção críticos. Mantidas as regras atuais, a empresa tende a potencializar fluxo turístico nos sete hubs elegíveis, enquanto observadores de mercado aguardam eventual ampliação do programa para resgates com pontos, alinhando-o às práticas de concorrentes regionais.




