Cresce em 2026 a procura por salas VIP nos principais aeroportos brasileiros e internacionais, impulsionada pela divulgação recente do C6 Bank sobre os diferenciais desses espaços, que oferecem alimentação, áreas de descanso e serviços corporativos para viajantes de primeira classe, executiva ou portadores de cartões premium.
Demanda em ascensão e perfil dos usuários
Consultorias de aviação apontam que, entre 2021 e 2025, o número de passageiros que utilizam lounges exclusivos aumentou 42 %, reflexo direto da retomada do tráfego aéreo pós-pandemia e da popularização de cartões de alta renda. A maior parte desse público pertence às faixas AB, realiza ao menos quatro viagens internacionais por ano e valoriza conveniência antes do embarque. Bancos emissores de plásticos Black e companhias aéreas enxergam no benefício um fator de fidelização: segundo levantamento da Airports Council International (ACI), 68 % dos entrevistados escolhem o programa de milhas ou cartão justamente pelo acesso ao lounge.
Estrutura das salas: alimentação, trabalho e bem-estar
Embora a metragem e o design variem entre operadoras, a oferta mínima de serviços inclui:
- Alimentação: de snacks a bufês completos com pratos quentes, saladas e sobremesas, reduzindo o gasto médio do passageiro em praça de alimentação em até R$ 120 por escala.
- Bebidas: café, sucos e água com gás; em lounges premium, seleção de cervejas, vinhos e destilados.
- Conectividade: Wi-Fi de alta velocidade, estações de carregamento e impressoras, adequando-se ao crescimento de nômades digitais que trabalham em trânsito.
- Descanso e higiene: poltronas reclináveis, alguns espaços com cabines de sono e chuveiros privativos, opção valorizada em conexões longas acima de 4 h.
- Serviços adicionais: jornais, revistas, atendimento prioritário para upgrades, alteração de assento e remarcação de bilhete.
Salas de alto padrão instaladas em hubs como São Paulo/Guarulhos e Doha/Hamad incluem ainda spa, barbearia e salas de conferência, reforçando o posicionamento de experiência arquitetada em vez de simples área de espera.
Modalidades de acesso e políticas de elegibilidade
Três caminhos concentram o ingresso gratuito ou subsidiado:
- Classe de serviço: passageiros de primeira classe e executiva recebem acesso automático às salas mantidas pela própria companhia aérea no dia do voo.
- Programas de assinatura: plataformas como Dragon Pass e Priority Pass exigem taxa anual que varia de US$ 99 a US$ 429, permitindo entradas ilimitadas ou pacotes de visitas.
- Cartões de crédito premium: plásticos das categorias Black, Infinite ou equivalentes entregam visitas gratuitas ou com coparticipação. No caso do C6 Bank, titulares dos modelos C6 Graphene e C6 Carbon têm direito ao Espaço C6 Bank, Lounges Dragon Pass e salas do programa W Premium, mediante condições atualizadas no portal oficial.
A regulamentação de cada lounge delimita acompanhante, limite de permanência e dress code; multas por overstay podem chegar a US$ 50 por hora em aeroportos norte-americanos.
Imagem: Internet
Impacto operacional para aeroportos e companhias
Operadores reconhecem que salas VIP auxiliam no controle de fluxo no saguão principal, diminuindo filas em restaurantes e tomadas de energia. Estudos da IATA revelam queda de 12 % nas reclamações relacionadas a atraso quando o passageiro aguarda em lounge, pois o ambiente oferece informações em tempo real e suporte de funcionários treinados.
Do ponto de vista financeiro, o modelo de negócios envolve:
- Receita direta via vendas avulsas, avaliadas em R$ 180 – R$ 350 por entrada, conforme a cidade.
- Parcerias bancárias, que remuneram as administradoras por visita validada através de cartões elegíveis.
- Publicidade interna, com marcas de bebidas e tecnologia disputando exposição em nicho de alta renda.
Para as companhias aéreas, o custo estimado por passageiro em lounge é compensado por margem adicional de 35 % na tarifa de cabine premium, segundo relatório da Deloitte Aviation Insights 2025.
Conclusão técnica
Os lounges aeroportuários consolidam-se como componente estratégico na fidelização de viajantes frequentes, combinando conforto, serviços corporativos e redução de gastos durante a escala. Em 2026, bancos emissores e programas globais intensificam a oferta, enquanto aeroportos adaptam infraestrutura para absorver a expansão. A tendência aponta para integração de serviços digitais — check-in biométrico e reservas antecipadas de cabine de descanso — e diversificação de modelos de monetização. Passageiros que mantêm elegibilidade por classe, assinatura ou cartões premium permanecem com vantagem competitiva em relação ao tempo de conexão e qualidade da experiência pré-embarque.



