BRB Dux Visa Infinite eleva limites e anuidade e se reposiciona para o topo da alta renda

O BRB Dux Visa Infinite passou a exigir limite mínimo de crédito de R$ 80.000, aumentou a anuidade para R$ 4.800 e impôs gasto mensal de R$ 10.000 para liberar acesso a salas VIP, alterando de forma decisiva o perfil de público apto ao cartão do Banco de Brasília.

Revisão de limite e anuidade redefine a barreira de entrada

O Banco de Brasília (BRB) oficializou a maior modificação já aplicada ao Dux Visa Infinite desde o seu lançamento. O limite mínimo de crédito subiu de R$ 50.000 para R$ 80.000, podendo alcançar patamar ilimitado, a depender da análise interna. Paralelamente, a anuidade comercial foi reajustada de R$ 1.680 para R$ 4.800, um acréscimo de 186 %. A medida posiciona o produto entre os cartões mais caros do país, comparável a emitentes globais voltados ao segmento private.

Apesar do aumento da tarifa, mantém-se a cortesia de três meses de isenção na adesão, estratégia destinada a reduzir a fricção inicial e facilitar a avaliação do serviço pelo novo correntista.

Critérios de isenção e acesso a lounges sofrem endurecimento

Os patamares de gasto necessários para abater a anuidade acompanharam a escalada de valores. Para desconto de 50 %, o consumo mensal requerido passou de R$ 20.000–34.999,99 para R$ 25.000–49.999,99. Para anuidade integralmente gratuita, o titular deve agora concentrar ao menos R$ 50.000 por fatura.

A cláusula que mais afeta a experiência de viagem é o novo piso de R$ 10.000 de gastos mensais para habilitar acessos ilimitados às redes Priority Pass, LoungeKey e Visa Airport Companion (Dragon Pass). Anteriormente, bastavam R$ 5.000 no cartão principal e R$ 3.000 no adicional. O benefício continua a conceder até três convidados por visita, incluindo titulares e adicionais, mas somente após o cumprimento da meta.

Pontuação permanece competitiva e parcerias seguem estáveis

Mesmo com o reposicionamento, a estrutura de recompensas foi preservada. O Dux segue creditando 5 pontos por dólar em compras nacionais e 7 pontos por dólar em transações internacionais. Os pontos são alocados no programa Curtaí e podem ser transferidos em paridade 1 : 1 para LATAM Pass, Smiles, Azul Fidelidade, Livelo (exclusivo para assinantes do Clube Dux), Decolar e Dotz. A parceria com a TAP Miles&Go passou a adotar faixas escalonadas: 2,0, 2,3 ou 2,7 pontos BRB para 1 milha, conforme a assinatura do cliente em clubes de 20 k, 5 k ou inexistente, respectivamente.

Também foram mantidos quatro cartões adicionais gratuitos, spread cambial de 4 % e alíquota de IOF de 3,5 % em operações internacionais.

Contexto de mercado aponta tendência de contenção de custos

Após 2025, emissores premium passaram a revisar benefícios diante do aumento de usuários em lounges parceiros e da elevação dos custos operacionais. Ao fixar um consumo mínimo de R$ 10.000 apenas para ativar os acessos, o BRB aderiu ao movimento global de restringir vantagens a clientes com alta capacidade de gasto recorrente. Instituições como Itaú Personalité e Bradesco Prime já executaram ajustes semelhantes, embora em faixas menos agressivas.

Analistas de meios de pagamento estimam que a nova política eleve a rentabilidade por cliente e reduza o subsídio de benefícios para usuários de baixa frequência, reposicionando o Dux como opção de nicho voltada a perfis ultra-high-net-worth.

Conclusão técnica

A atualização alinhará o BRB Dux Visa Infinite aos cartões globais de maior tíquete, reservando-o a consumidores que gerem faturamento mensal de cinco dígitos. A continuidade dos multiplicadores de pontos e das transferências em paridade plena sustenta a atratividade para viajantes frequentes que concentram despesas significativas no cartão. No curto prazo, prevê-se redução da base ativa, porém com incremento da receita média por usuário. Para os segmentos de renda intermediária, a tendência é migrar para produtos que combinem anuidade menor e critério de lounge mais flexível, pressionando concorrentes a segmentarem ainda mais seus portfólios.