Itaú elevou, em 15 de junho, as anuidades dos principais cartões de crédito das linhas LATAM Pass e Azul, além do Itaú Uniclass Mastercard Black; a lista de benefícios, regras de isenção e acúmulo de pontos segue sem alterações.
Panorama do reajuste e valores atualizados
O ajuste tarifário atinge nove produtos co-branded focados em viagens e milhas. As novas anuidades variam de R$ 450 a R$ 1.356, com incrementos que ultrapassam 7 % em determinados níveis. Veja os principais exemplos:
- LATAM Pass Visa Infinite / Mastercard Black: de R$ 1.260 para R$ 1.356
- Azul Itaú Skyline Mastercard Black: de R$ 1.260 para R$ 1.356
- Platinum (Azul e LATAM Pass): de R$ 744 para R$ 798
- Gold (Azul e LATAM Pass): de R$ 528 para R$ 570
- Internacional (Azul e LATAM Pass): de R$ 420 para R$ 450
- Itaú Uniclass Mastercard Black: de R$ 990 para R$ 1.056
Produtos premium como Itaú The One Mastercard Black e Itaú Visa Infinite Privilege mantiveram tarifas inalteradas, sinalizando política segmentada de precificação.
Impacto para clientes novos e existentes
Para novos solicitantes, a cobrança já considera as novas tabelas. Titulares atuais enfrentarão o acréscimo apenas no ciclo individual de renovação da anuidade, permitindo diluição gradual do impacto financeiro.
Os critérios de desconto e isenção total — baseados em volume mensal de gastos ou relacionamento bancário — continuam vigentes. Consumidores que concentram despesas acima das metas estipuladas preservam a possibilidade de zerar o desembolso anual.
Segundo analistas de mercado, o ajuste mantém a competitividade dos produtos dentro do segmento de cartões de alta renda, uma vez que concorrentes diretos já promoveram alterações semelhantes desde o último trimestre.
Benefícios preservados e relação custo-benefício
Os cartões reajustados preservam vantagens centrais, entre elas:
Imagem: Internet
- Acúmulo de até 3,5 pontos por dólar gasto (variável conforme variante e programa parceiro);
- Acessos ilimitados ou contingenciados a salas VIP em aeroportos, via Priority Pass, LoungeKey ou convênios das companhias aéreas;
- Upgrade de cabine, bagagem adicional e embarque prioritário em voos Azul ou LATAM;
- Seguro viagem internacional, proteção de compra e garantia estendida Visa Infinite ou Mastercard Black;
- Campanhas sazonais de transferência bonificada para programas parceiros, frequentemente superiores a 80 % de bônus.
Com a manutenção desses elementos, o payback da anuidade depende de três variáveis principais:
- Volume anual de gastos: clientes que superam R$ 8.000 mensais no Infinite/Black alcançam isenção integral em muitos casos;
- Frequência de uso dos lounges: duas visitas familiares a salas VIP internacionais podem compensar até 40 % da nova tarifa;
- Aproveitamento de campanhas de milhas: transferências com bônus de 100 % podem gerar valor de resgate superior ao acréscimo tarifário.
Cenário competitivo e perspectivas de novas alterações
O ajuste do Itaú reflete tendência observada em 2024 entre emissores de cartões premium, motivada por:
- Desvalorização cambial e aumento dos custos de repasse de benefícios atrelados ao dólar;
- Encarecimento dos contratos com operadores de salas VIP e seguradoras internacionais;
- Revisão estratégica de portfólios diante da expansão de fintechs de milhas.
Especialistas projetam que, até o fim do ano, outras instituições poderão recalibrar anuidades ou restringir acessos a lounges para equilibrar margens. Ao mesmo tempo, a expectativa é de que os programas LATAM Pass e Azul Fidelidade mantenham incentivos agressivos para sustentar a atratividade dos co-branded.
Conclusão técnica
O aumento de até R$ 96 na anuidade dos cartões LATAM Pass e Azul alinha o Itaú ao movimento de reprecificação do segmento premium, sem comprometer a estrutura de benefícios que sustenta o valor percebido pelos usuários intensivos. Consumidores com alto ticket de gastos ou que exploram com regularidade salas VIP e promoções de milhas tendem a absorver o acréscimo sem perda de competitividade. Já perfis com uso esporádico devem reavaliar metas de isenção, opções de downgrade ou migração para emissores com política tarifária estável. O banco não sinalizou novos ajustes para 2024, mas o monitoramento constante do mercado permanece indicado diante da dinâmica de custos associada a programas de recompensas globais.




