Acidente de Oliver Bearman durante o Grande Prêmio do Japão levou a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) a admitir que ajustes pontuais nas regras de 2026 são urgentes para reduzir riscos e aumentar a satisfação dos pilotos.
O jovem britânico bateu a 190 mph em Suzuka ao desviar do carro bem mais lento de Franco Colapinto. O choque, ocorrido na terceira etapa da temporada, intensificou questionamentos sobre as diferenças de velocidade criadas pela nova gestão de energia dos motores híbridos.
Acidente de Oliver Bearman acende alerta nas regras da F1
Responsável pelos regulamentos de monopostos da FIA desde 2018, Nikolas Tombazis explicou que o órgão não pretende “cirurgia de coração aberto”, mas reconhece que “o paciente precisa comer algumas maçãs por dia”. Em outras palavras, a entidade planeja correções em parâmetros de recuperação e liberação de energia elétrica, sem alterar o hardware das unidades de potência.
O que está em discussão
• Quem: FIA, equipes, fabricantes de motores e Formula One Management (FOM).
• Quando: primeiras reuniões técnicas já começaram; decisão final pode sair em 20 de abril, antes da etapa de Miami em 3 de maio.
• Onde: encontros virtuais e presenciais entre Paris e as fábricas das escuderias.
• Por quê: reduzir velocidades de aproximação, aprimorar segurança e tornar a pilotagem mais previsível.
Pilotos divididos sobre a “nova Fórmula”
Enquanto George Russell (Mercedes) e Lewis Hamilton (Ferrari) veem mérito no regulamento – que exige gerenciamento constante de bateria ao longo da volta –, nomes como Lando Norris criticam a dependência do software. Max Verstappen chegou a mencionar possível saída da categoria caso nada mude.
Risco já identificado antes do acidente
Tombazis admite que a diferença de velocidade era “um risco conhecido”, mas faltava base de dados real para agir sem causar efeitos colaterais. “Quando mudamos algo às pressas, podemos piorar ou criar novos problemas”, alertou o engenheiro grego de 57 anos, com passagens por Ferrari, McLaren e Benetton.
Próximos passos até Miami
1. 11 de abril – reunião preliminar para avaliar dados das três primeiras corridas.
2. 18 de abril – novo encontro técnico com foco em segurança.
3. 20 de abril – reunião com chefes de equipe, CEOs e Stefano Domenicali, onde eventuais ajustes serão fechados e enviados ao Conselho Mundial de Automobilismo.
Caso aprovadas, as mudanças devem ser aplicadas imediatamente via atualização de software, sem necessidade de peças novas. Ainda assim, Tombazis não descarta “fase dois” mais adiante, permitindo que montadoras façam pequenos desenvolvimentos.
Equilíbrio entre espetáculo e proteção
A FIA insiste que a audiência gostou do “show” nas primeiras corridas, mas admite que complexidade do sistema híbrido dificulta a vida dos pilotos e confunde parte do público. O desafio será manter a competitividade e, ao mesmo tempo, evitar novos incidentes como o de Bearman.

Imagem: Reprodução/Internet
“Todo mundo é extremamente apaixonado por este esporte”, resume Tombazis. “Quando algo não está perfeito, as críticas aparecem. Esperamos consenso amplo para não precisar de longas disputas políticas.”
Se obtiver apoio, o pacote de ajustes deve ser o último antes do debate mais profundo sobre o regulamento de 2027.
No Brasil, os fãs aguardam com expectativa a decisão, já que a etapa de Miami costuma atrair grande audiência nacional nas transmissões.
Para saber mais sobre o impacto dessas mudanças no campeonato, confira também outras matérias na seção de Esportes da Tribuna de Poá.
Fique ligado: atualizaremos esta notícia assim que a FIA oficializar as novas diretrizes.
Com informações de The Guardian