Jisoo, Jennie, Rosé e Lisa, reunidas pela primeira vez no Met Gala, transformaram a edição de 2026 num marco fashion ao interpretar o tema “Costume Art” com criações exclusivas de Dior, Chanel, Saint Laurent e Robert Wun, consolidando o domínio global do Blackpink sobre as grandes maisons de luxo.
Quarteto sul-coreano invade as escadarias do Metropolitan Museum
Desde a estreia individual de cada integrante em tapetes vermelhos internacionais, a presença simultânea do Blackpink era aguardada como um evento em si. A união ocorreu sob o dress code “Fashion is Art”, subdividido pelo Metropolitan Museum em Costume Art para 2026. A convergência de agendas elevou o quarteto a destaque imediato nos canais de transmissão, nas redes sociais e, sobretudo, nos relatórios de engajamento publicados pelas plataformas de streaming de moda.
Especialistas do setor observaram que as buscas pelo termo “Blackpink no Met Gala” aumentaram 215 % nas duas primeiras horas de evento, segundo dados preliminares do Google Trends. O índice confirma a relevância comercial do grupo, capaz de converter aparições pontuais em picos globais de atenção.
Jisoo materializa o romantismo da Dior em estreia aguardada
Única integrante que ainda não havia pisado nas escadarias do museu, Jisoo estreou como embaixadora global da Dior. O vestido floral, executado em camadas de organza bordada, requereu aproximadamente 5 horas de preparação no camarim, de acordo com entrevista concedida à transmissão oficial da Vogue. A modelagem mesclou silhueta clássica da maison com aplicações tridimensionais, produzindo uma leitura contemporânea do romantismo francês.
Na coletiva pós-desfile, maison Dior confirmou que a peça demandou 120 metros de tecido e a colaboração de 17 ateliês. A estratégia reforça o posicionamento da grife em manter relações simbióticas com celebridades de forte apelo digital.
Lisa assume curadoria estética com obra conceitual de Robert Wun
Membro do Comitê de Anfitriões do Met Gala 2026, Lisa ultrapassou o papel de convidada ao coassinar o tom visual da cerimônia. Sua escolha por Robert Wun resultou em um vestido-escultura integralmente branco, cuja principal característica foi a presença de próteses hiper-realistas dos próprios braços da artista erguendo um véu etéreo acima da cabeça. A construção dialogou diretamente com o conceito de corpo como suporte artístico, ampliando o debate sobre limites entre moda e instalação.
De acordo com a equipe de Wun, cada prótese passou por um processo de moldagem em silicone de grau médico e posterior aplicação de fibra de vidro, totalizando 58 horas de manufatura. A peça foi imediatamente classificada pela imprensa especializada como uma das mais disruptivas da história recente do Met Gala, comparável às produções de Alexander McQueen no final da década de 1990.
Imagem: Vogue Live
Jennie atualiza o minimalismo técnico da Chanel
Em sua quarta participação consecutiva — a primeira ocorreu em 2023 —, Jennie manteve fidelidade à Chanel, desta vez sob orientação da diretora criativa Virginie Viard. O vestido azul claro continha aproximadamente 15 mil microcamadas de tule plissado, formando uma silhueta que lembrou a estética “mermaid vibe”. A execução técnica, embora discreta na aparência, exigiu precisão de engenharia têxtil para garantir movimento fluido sem comprometer a leveza.
Segundo a própria artista, a expectativa maior era o reencontro com as colegas dentro do museu, evidenciando a narrativa de coesão do grupo. Internamente, fontes próximas à Chanel indicam que a estratégia de continuidade de Jennie reforça os valores de longevidade e tradição que a maison pretende destacar em ciclos promocionais até 2027.
Rosé remete à fauna icônica de Yves Saint Laurent
Encerrando a sequência de aparições, Rosé vestiu Saint Laurent, comandada por Anthony Vaccarello, em um tributo direto às criações de Yves Saint Laurent da década de 1970. O vestido preto tomara-que-caia incorporou um pássaro metálico cravejado de cristais na parte frontal, elemento recorrente nos arquivos da maison. A composição foi finalizada com joias Tiffany & Co., incluindo um colar de platina com diamantes de 15,4 quilates.
Especialistas em história da moda destacam que a referência à fauna acompanha a linha de raciocínio do tema “Costume Art”, ao transformar símbolos naturais em arte vestível. O diálogo entre passado e presente reforça a tese de que o Met Gala se consolidou como plataforma de revisão de códigos estéticos.
Conclusão Técnica
A aparição conjunta de Blackpink no Met Gala 2026 estabelece um novo patamar para colaborações entre idol groups e a alta-costura, combinando alcance digital de audiências globais com a necessidade de inovação conceitual das maisons. Dior, Chanel, Saint Laurent e Robert Wun capitalizaram a exposição confirmando investimentos robustos em peças únicas e narrativas exclusivas. Nos próximos ciclos de moda, a expectativa é que outras casas reforcem comitês de anfitriões e ampliem o convite a artistas capazes de sincronizar engajamento em redes sociais com conteúdo cultural de alta densidade, mantendo o Met Gala como epicentro de experimentação estética e medição de impacto midiático.



