BRB eleva exigência de gastos e impõe média de até R$ 10 mil para acesso a salas VIP
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Clientes dos cartões premium do Banco de Brasília (BRB) passaram a ter de comprovar gasto médio mensal de até R$ 10 mil nos últimos três ciclos de fatura para manter o benefício de acesso gratuito às salas VIP em aeroportos, alteração que entrou em vigor nesta semana e afeta, sobretudo, os portadores do Visa DUX.
Novos critérios de elegibilidade
O BRB substituiu a antiga verificação por fatura única por uma análise de gasto médio trimestral, medida que visa mapear o comportamento de consumo de forma contínua.
- Para Visa Infinite e Mastercard Black: exigida média mínima de R$ 5.000 em compras elegíveis por mês, calculada sobre as três últimas faturas.
- Para Visa DUX: definida média mínima de R$ 10.000 no mesmo período de três meses.
Até então, bastava que o titular do cartão acumulasse R$ 5.000 em uma única fatura para desbloquear os passes de lounge, enquanto adicionais precisavam comprovar R$ 3.000. A tabela abaixo resume a mudança:
| Cartão | Regra anterior | Nova regra |
|---|---|---|
| Visa Infinite | R$ 5.000 por fatura | R$ 5.000 de média nos últimos 3 meses |
| Mastercard Black | R$ 5.000 por fatura | R$ 5.000 de média nos últimos 3 meses |
| Visa DUX | R$ 5.000 por fatura | R$ 10.000 de média nos últimos 3 meses |
Impacto operacional para os clientes
A avaliação por média trimestral elimina a possibilidade de atingir o requisito com um único mês de gastos elevados. Na prática, o usuário precisará:
- Manter regularidade de consumo por 90 dias consecutivos.
- Centralizar despesas no cartão BRB para não dispersar o volume exigido.
- Acompanhar o extrato mensalmente, pois um período isolado de baixo uso pode comprometer o benefício.
A elevação para R$ 10 mil no Visa DUX implica incremento de 100 % sobre a meta antiga, o que pode levar parte da base de alta renda a revisar a estratégia de relacionamento bancário. Clientes que utilizam o cartão primordialmente para despesas de viagem, concentradas em períodos específicos, correm maior risco de perder o acesso aos lounges.
Imagem: Internet
Contexto de mercado e precedentes recentes
O BRB segue tendência observada em grandes emissores nacionais, que vêm reavaliando programas de benefícios diante do aumento da procura por salas VIP. Nos últimos doze meses, bancos como Itaú, Santander e Banco do Brasil reforçaram exigências de gastos ou de investimentos vinculados a cartões premium. Segundo analistas de meios de pagamento, o movimento busca:
- Reduzir custos de reembolso às administradoras de lounges.
- Elevar a rentabilidade por cliente de alta renda.
- Desestimular emissões secundárias apenas para benefícios aeroportuários.
Dados de relatórios setoriais mostram que o fluxo em salas VIP no País cresceu cerca de 35 % entre 2022 e 2025, pressionando a capacidade física dos espaços e os contratos firmados com bancos emissores. A adoção de métricas mais rígidas de consumo representa, portanto, um mecanismo de controle sobre a utilização indiscriminada do serviço.
Repercussões para o Visa DUX
Lançado em 2021 como produto voltado ao público de renda muito alta, o Visa DUX concentra benefícios de viagem, incluindo Priority Pass ilimitado, seguro-bagagem ampliado e isenção de anuidade condicionada a movimentação. A atualização da política de salas VIP reforça o posicionamento do cartão como instrumento para usuários de elevado tíquete médio. Entre as principais repercussões:
- Clientes que não atingirem o novo limite poderão ter o benefício suspenso até que a média retorne ao patamar exigido.
- Empresas cujos executivos utilizam o DUX para despesas corporativas tendem a cumprir a meta com maior facilidade, consolidando o cartão nesse nicho.
- Concorrentes diretos, como Bradesco Aeternum e Itaú The One, mantêm requisitos de relacionamento bancário superiores, o que pode equilibrar a competição no segmento.
Conclusão técnica
A decisão do BRB de exigir gasto médio trimestral de R$ 5 mil para os plásticos Visa Infinite e Mastercard Black, bem como de R$ 10 mil para o Visa DUX, alinha-se ao cenário de revisão global de benefícios por parte dos emissores de cartões de alta renda. A medida já está válida e deverá ser monitorada mês a mês pelos titulares que desejam conservar o acesso irrestrito às salas VIP. No curto prazo, estima-se migração de parte dos gastos para o BRB por clientes que optarem por preservar o privilégio. No médio prazo, o mercado pode testemunhar ajustes adicionais, caso a pressão sobre os lounges permaneça elevada.




