Dívida dos EUA volta ao centro do debate global após novo alerta de Ray Dalio, fundador da Bridgewater Associates, que vê risco direto à ordem monetária norte-americana.
Falando em um painel do Fórum Global FutureChina, em Singapura, nesta sexta-feira (20/09/2025), o investidor afirmou que Washington gasta mais do que arrecada e que o desequilíbrio ameaça a confiança internacional no dólar.
Dívida dos EUA ameaça ordem monetária, alerta Ray Dalio
Dalio detalhou que o governo deverá desembolsar cerca de US$ 7 trilhões neste ano fiscal, enquanto a receita estimada está em US$ 5 trilhões. Somados os juros e a rolagem de títulos já emitidos, o Tesouro teria de colocar no mercado aproximadamente US$ 12 trilhões em dívida nova ou renovada, volume que, segundo ele, não encontra a mesma procura de antes.
Oferta de títulos supera a demanda global
Para o gestor, a “natureza humana” leva à expansão de crédito até que o limite seja alcançado. O resultado visível é um desequilíbrio entre oferta e demanda por papéis do governo, cenário que coloca em xeque a força do dólar como reserva de valor.
No mesmo painel, Ng Kok Song, sócio fundador da Avanda Investment Management, reforçou que o déficit fiscal fragiliza a supremacia cambial norte-americana. Ele lembrou que Reino Unido, França e China enfrentam dilemas parecidos, mas argumentou que os Estados Unidos chegaram a um ponto crítico.
Possíveis respostas em discussão
Dalio revelou ter ouvido de integrantes da administração Trump, entre eles o secretário do Tesouro Scott Bessent, que medidas estão sendo estudadas para conter a escalada dos gastos, embora ele não tenha detalhado quais seriam essas ações.

Imagem: Divulgação
Apesar de reconhecer maior conscientização em Washington, o investidor frisou que “não sabemos quando a crise vai se desenrolar” e alertou: “todas as moedas terão dificuldade em preservar riqueza”. Como alternativas, citou ouro e criptomoedas, vistas por ele como abrigo em períodos de incerteza.
Contexto fiscal pressiona políticas futuras
Economistas destacam que déficits sucessivos tendem a elevar o custo do financiamento público, limitando margem de manobra para investimentos e programas sociais. Caso a procura por títulos americanos recue, o Federal Reserve pode ser obrigado a intervir mais agressivamente, intensificando debates sobre inflação e estabilidade financeira.
Para acompanhar outras análises sobre economia global, confira também nossa cobertura em Economia.
Com informações de Valor Econômico
Postes relacionados:
- Como Escapar da Cilada do DREX: A Nova Moeda Digital do Governo Brasileiro
- Notícias sobre Ajuda Financeira: Como Saber Se Você Tem Direito aos Auxílios do Governo em 2025
- Black Friday Fora de Época? Dia do Consumidor Traz Descontos de Até 80%!
- Cortes da Selic em 2025 sob pressão após alta da inflação