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Estádio próprio para futebol feminino vira tendência na NWSL

Estádio próprio para futebol feminino deixou de ser exceção nos Estados Unidos e pode se tornar regra mundial nos próximos anos. A aposta de franquias da National Women’s Soccer League (NWSL) em arenas exclusivas já movimenta o mercado e provoca reflexão entre os clubes da Women’s Super League (WSL), no Reino Unido.

O Kansas City Current, que atua no CPKC Stadium desde março de 2024, e o recém-criado Denver Summit, com inauguração prevista para 2028, são os exemplos mais emblemáticos dessa virada de chave.

Estádio próprio para futebol feminino vira tendência na NWSL

Chris Long, coproprietário do Current, é categórico: “Quem não tiver sua própria casa em dez anos jogará em desvantagem”. O dirigente cita a temporada 2025, na qual o clube venceu a fase regular e faturou a NWSL Shield com 21 pontos de vantagem, como prova do ganho esportivo.

Por que as franquias americanas investem em arenas exclusivas?

Nos EUA, 16 equipes da NWSL operam de forma independente de times masculinos, modelo que facilita o controle de receitas. Jen Millet, presidente do Denver Summit, afirma que “comandar bilheteria, alimentação, estacionamento e varejo é parte fundamental de um negócio sustentável”.

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Raven Jemison, presidente do Kansas City Current, acrescenta que a independência reforça a identidade da equipe e transforma cada partida em um evento de lotação esgotada. O CPKC Stadium recebe 11.500 torcedores, média que superaria todos os públicos da WSL, exceto o do Arsenal.

Design pensado para mulheres e famílias

Sherri Privitera, arquiteta da Populous responsável pela futura arena do Denver Summit, explica que inclusão norteou o projeto de 14.500 lugares: “Previmos setores comunitários, áreas infantis, vestiários 100% privados, número ampliado de banheiros e salas sensoriais para mães que amamentam”.

No CPKC Stadium, a lógica se repete. “Queremos que atletas e torcedores sintam que o espaço é deles”, ressalta Jemison. A atmosfera, no entanto, continua intimidadora para adversários, diz Long: “É um estádio compacto, barulhento e sempre lotado”.

As barreiras para a WSL adotar o mesmo caminho

Doze dos 13 clubes da primeira divisão inglesa mantêm vínculos diretos com departamentos masculinos. Apenas o London City Lionesses opera de forma totalmente autônoma. Partidas em grandes palcos, como Anfield ou Villa Park, alternam-se com jogos em estádios menores, a exemplo do Broadfield Stadium, do Brighton.

Mesmo projetos já aprovados enfrentam incerteza. O Brighton obteve aval em outubro de 2023 para construir uma arena própria, mas o proprietário Tony Bloom evitou estipular prazo. Até o Chelsea utiliza o Kingsmeadow, erguido originalmente para o Kingstonian masculino.

Investimento elevado, retorno crescente

Segundo a Forbes, o Kansas City Current gerou US$ 36 milhões em receita — acima de Arsenal ( €21,5 milhões) e Chelsea ( €21,3 milhões), líderes no ranking da Deloitte para clubes femininos europeus. Ainda assim, Long lembra que o custo inicial foi alto: “Falamos com 40 bancos e recebemos 39 nãos antes do sim definitivo”.

Nas contas recentes de 2024-25, Arsenal, Liverpool e Manchester City registram dependência financeira dos departamentos masculinos, o que torna a separação mais complexa. Mesmo assim, analistas veem potencial de expansão ao replicar o modelo americano.

Uma década para consolidar a tendência

Long projeta que, em dez anos, todo grande time feminino terá seu estádio próprio para futebol feminino. Para ele, a infraestrutura será decisiva na atração de talentos, na retenção de jogadoras e na viabilidade econômica do esporte.

Arquitetos, dirigentes e torcedores convergem na avaliação de que arenas customizadas oferecem vantagem competitiva, fortalecem a marca e ampliam a experiência dos fãs. “Faz sentido financeira e culturalmente”, resume Privitera.

Enquanto o cenário britânico amadurece, a NWSL continuará a servir de vitrine. A temporada 2026 começa neste fim de semana, já com casa cheia em Kansas City, e a construção em Denver reforça que o movimento ganha corpo.

Para acompanhar como outras modalidades também investem em infraestrutura dedicada, confira a cobertura completa em nosso caderno de Esportes.

Com o crescimento das receitas e o envolvimento de patrocinadores, a expectativa é que a expansão de estádios exclusivos impulsione ainda mais a profissionalização do futebol feminino. Continue acessando a Tribuna de Poá para não perder as próximas novidades do esporte.

Com informações de BBC Sport

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