Gastronomia do Rio deve atrair 2 mi de estrangeiros até 2035 e injetar R$ 357,2 milhões extras na economia local, segundo estudo da Prefeitura.
O levantamento, elaborado pela Secretaria Municipal de Turismo (SMTUR) em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE), projeta que o turismo gastronômico continuará crescendo de forma acelerada na cidade ao longo da próxima década.
Gastronomia do Rio deve atrair 2 mi de estrangeiros até 2035
Hoje, a comida é responsável por aproximadamente 30 % dos gastos de quem visita a capital fluminense e já ocupa o terceiro lugar entre os principais motivos de viagem para o destino. Esse apetite também repercute na arrecadação estadual: só no primeiro semestre de 2025 foram recolhidos R$ 258,9 milhões em ICMS provenientes de bares e restaurantes, com repasses diretos ao município.
Potencial econômico de R$ 357 milhões
Ao analisar tendências globais e dados locais, o estudo municipal estima que a cidade poderá receber mais de 2 milhões de visitantes internacionais adicionais até 2035, o que representará R$ 357,2 milhões a mais em circulação na economia carioca — valor que inclui consumo em estabelecimentos, hospedagem e serviços correlatos.
O poder de atração se explica pela oferta já consolidada. O Rio contabiliza mais de 2 mil estabelecimentos turísticos cadastrados no Cadastur entre bares e restaurantes, além de cerca de 4,2 mil negócios ativos no segmento de alimentação. Entre 2021 e 2024, foram criadas mais de 16 mil vagas formais nesse mercado.
Reconhecimento internacional impulsiona visitas
A credibilidade gastronômica da cidade ganhou reforço com as 43 casas listadas no Guia Michelin — seis delas ostentando uma estrela e outras duas, duas estrelas. O restaurante Lasai, do chef Rafa Costa e Silva, figura ainda entre os 50 melhores do mundo segundo o ranking The World’s 50 Best Restaurants.
Em abril, o Copacabana Palace sediará o anúncio oficial dos novos estrelados do Guia Michelin para Rio e São Paulo, evento que promete atrair jornalistas especializados e entusiastas da alta cozinha. Antes disso, nove chefs cariocas apresentam pratos autorais no congresso Madrid Fusión, na Espanha, reforçando a imagem da cidade como polo criativo da culinária latino-americana.
Turismo gastronômico no cenário global
O fenômeno não é exclusivo do Brasil. Estudo internacional estima que os viajantes movidos pela gastronomia movimentaram aproximadamente US$ 805 bilhões em 2023. A projeção é de que esse montante ultrapasse US$ 1,9 trilhão até 2031, impulsionado pela busca por experiências autênticas e pela popularização da culinária regional nas redes sociais.

Imagem: divulgação
Para o Rio, o desafio é estruturar rotas e eventos capazes de prolongar a permanência do turista na cidade. A SMTUR trabalha em um calendário anual de festivais, além de capacitar empresários para integrarem pacotes que combinem comida, cultura e lazer.
O setor privado também se mobiliza. Associações de bares, restaurantes e hotéis discutem parcerias para ampliar a oferta de menus degustação, tours de botequim e aulas-show com chefs premiados — iniciativas que tendem a elevar o tíquete médio do visitante estrangeiro.
A expectativa é de que o turismo gastronômico se consolide como um dos pilares da retomada econômica pós-pandemia, gerando empregos e renda em diversas regiões da cidade.
Em busca de mais detalhes sobre como a economia fluminense vem reagindo ao avanço do turismo, confira a cobertura especial em Economia da Tribuna de Poá.
Com informações de O Globo
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