Revolut anunciou a isenção total de IOF e spread para operações de câmbio realizadas no aplicativo e abriu uma campanha que entrega 5.000 pontos a clientes que criarem a Conta Global via link promocional e efetuarem R$ 150 em compras com o cartão em até 60 dias, consolidando-se como uma das opções de menor custo para transações internacionais no Brasil.
Oferta de 5.000 pontos: requisitos, prazos e conversões
A promoção estabelece que o usuário cadastre-se pela ligação parceira e acumule, no mínimo, R$ 150 em despesas com o cartão de débito ou crédito Revolut dentro do período de 60 dias após a abertura da conta. O bônus de 5.000 pontos RevPoints é creditado em até 30 dias depois de cumpridas as condições.
Os pontos podem ser convertidos na proporção 1:1 para programas aéreos como Qatar Airways Privilege Club, Iberia Plus ou TAP Miles&Go, entre outros. A exceção recai sobre LifeMiles, Flying Blue e KrisFlyer, que utilizam paridades diferenciadas. Cada ponto permanece válido por 3 anos, contados da data de crédito.
Considerando a exigência de gastos, o incentivo equivale a aproximadamente 33 pontos por real, índice muito acima da média de mercado para transações em cartão de débito ou crédito de entrada.
Conta Global: câmbio em mais de 30 moedas sem IOF nem spread
A Conta Global Revolut oferece acesso a mais de 30 moedas com cotação em tempo real, 24 horas por dia. A fintech eliminou o IOF para compra de moeda estrangeira e estabeleceu spread zero até os limites mensais definidos por plano:
- Standard (gratuito): até R$ 1.000/mês
- Plus: até R$ 2.000/mês
- Premium: até R$ 4.000/mês
- Metal: até R$ 10.000/mês
- Ultra: até R$ 20.000/mês
Ultrapassado o teto, permanece o IOF zero, porém aplica-se spread de 1,4 % sobre a conversão de reais para moeda estrangeira. O usuário dispõe de cartão físico e virtual reconhecido em mais de 160 países, com débito automático na moeda correspondente ou conversão instantânea quando necessário.
No Brasil, o saldo em reais rende 100 % do CDI de forma automática, mantendo liquidez diária sem contratação de produtos adicionais.
Crédito, planos de assinatura e programa RevPoints
Desde 2025, a Revolut testa linhas de crédito no país; a partir de 2026, a disponibilização abrange todas as categorias, sujeita a análise interna. O objetivo é que o critério de adesão a cada plano se baseie na experiência e nos benefícios agregados, e não em renda mínima ou volume de investimentos.
Imagem: viagens
O portfólio brasileiro segue cinco níveis, do gratuito Standard ao Ultra — este último emitido na bandeira Visa Infinite, com vantagens como salas VIP ilimitadas e acúmulo de 3,0 pontos por dólar no crédito. Compras na função débito também geram pontos, potencializando o engajamento com o RevPoints.
Além das companhias aéreas já citadas, estão listados parceiros como Finnair Plus, Etihad Guest, Turkish Miles&Smiles e Aer Lingus AerClub. A fintech planeja integrar LATAM Pass e Smiles nos próximos ciclos de atualização.
Contexto de mercado e presença global da fintech
Fundada no Reino Unido em 2015, a Revolut atua em 39 países e ultrapassa 65 milhões de clientes. A operação brasileira iniciou-se em 2023 com a Conta Global e, posteriormente, incorporou serviços locais como Pix e pagamento de boletos. A isenção de IOF posiciona a empresa como uma das poucas instituições que reduzem custos cambiais após a alteração normativa de 2023, que unificou alíquotas sobre cartão e papel-moeda em 5,38 % para a maioria das operações.
Ao retirar tanto o imposto quanto o spread dentro dos limites mensais, a fintech passa a concorrer diretamente com bancos digitais que praticam spreads variáveis entre 1,9 % e 4,0 %. Para clientes frequentes em viagens ou compras internacionais, a diferença pode representar economia anual relevante, sobretudo em períodos de volatilidade cambial.
Conclusão Técnica
A campanha de 5.000 pontos aliada à isenção integral de IOF e spread até os tetos definidos confere à Revolut um posicionamento diferenciado no segmento de contas globais. A expansão do crédito e a ampliação do programa RevPoints sinalizam evolução para um ecossistema financeiro completo, competitivo tanto para consumo doméstico quanto para transações externas. A sustentabilidade do modelo dependerá da manutenção dos custos operacionais e da adesão dos usuários aos planos pagos, fatores que a empresa monitora conforme amplia a base no Brasil.




