Verstappen critica regras de 2026 da F1 logo após abandonar o Grande Prêmio da China, classificando o futuro formato da categoria como “terrível” e comparando as disputas a “Mario Kart”.
O holandês de 26 anos, tetracampeão mundial, falou longamente à imprensa no domingo (21) em Xangai, minutos depois de deixar a prova por pane mecânica quando ocupava a sexta posição. Segundo ele, o problema no fim de semana esteve mais no chassi da Red Bull do que na nova unidade de potência.
Verstappen critica regras de 2026 da F1: “terrível”
Questionado sobre o estilo de corrida visto nos dois primeiros GPs da temporada — marcado por sucessivas trocas de posição impulsionadas pelo uso estratégico da bateria híbrida — Verstappen foi categórico: “Não é divertido. Se alguém gosta disso, não entende de automobilismo”.
Principais pontos do desabafo
1. Yo-yo racing – Para o piloto, o excesso de ultrapassagens artificiais cria um efeito elástico: “Você usa todo o boost numa reta, fica sem bateria e, na seguinte, o rival devolve. Vira piada”.
2. Falta de disputa real – Mesmo com alternância de posições, Verstappen diz que a vitória se resume a quem larga na frente: “É sempre Kimi Antonelli ou George Russell disparando lá na frente, enquanto o resto só tenta se acertar”.
3. Regulamento “fundamentalmente falho” – O holandês afirma que a Fórmula 1 deveria ter ouvido pilotos já em 2023 e lamenta que a próxima mudança, um eventual retorno aos motores V8, não possa ser antecipada para 2025.
Impacto político na Fórmula 1
Para Verstappen, parte das equipes resiste a mexer nas regras porque hoje leva vantagem competitiva. “Entendo que quem está ganhando queira manter. Mas, no longo prazo, isso vai morder a categoria”, alertou.

Imagem: Reprodução/Internet
Ele teme que a direção da F1 se acomode caso o espetáculo agrade ao público casual: “Espero que não pensem assim. Vai arruinar o esporte”. Ainda assim, o piloto se mostra disposto a dialogar: “Nem todos precisam concordar, mas a maioria tem de querer melhorar”.
O que vem pela frente
A FIA já discute ajustes para 2026, mas qualquer alteração exige consenso entre equipes, fabricantes de motores e organizadores. Enquanto isso, Verstappen reforça que continuará pressionando por mudanças: “Quero um produto de corrida de verdade, independentemente de eu estar vencendo ou não”.
Para saber como outras categorias estão lidando com mudanças de regulamento, confira a seção de esportes em nosso site Tribuna de Poá.
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Com informações de The Race