A assinatura do contrato que oficializa o Novo Elevado do CIC e a ampliação da Avenida da Saudade desencadeia um investimento de R$ 26,5 milhões, com prazo de execução de 540 dias, destinado a resolver um dos entrelaçamentos viários mais congestionados da capital catarinense.
Contrato formalizado e fontes de recursos
O Diário Oficial do Município publicou, em 18 de abril, o extrato do acordo firmado entre a Prefeitura de Florianópolis e o consórcio vencedor da licitação. O documento disciplina a aplicação de R$ 26,5 milhões, montante distribuído em regime de cofinanciamento entre o governo municipal e o Governo de Santa Catarina. A cifra final ficou abaixo das estimativas iniciais do mercado, que sinalizavam valores superiores a R$ 30 milhões.
Além da execução física do elevado, o contrato estabelece vigência total de 630 dias, contemplando etapas de mobilização, escavações, implantação de desvios provisórios, sinalização, execução de obra civil, testes operacionais e entrega definitiva.
Escopo técnico da intervenção
O projeto principal prevê a construção de duas faixas elevadas exclusivas para o fluxo proveniente da SC-401 rumo ao Itacorubi e ao Leste da Ilha. Esse desenho elimina o chamado “efeito X”, situação em que motoristas com destinos opostos cruzam pistas em um curto trecho, originando lentidão e risco de colisões.
O pacote contratado inclui:
- 1 nova faixa marginal na Beira-Mar Norte, a partir da Rua Carlos Corrêa;
- 5ª faixa de rolamento em frente ao Teatro do CIC;
- alargamento da Avenida da Saudade, que passará de 4 para 5 faixas;
- restauração estrutural e ampliação das duas pontes já existentes no corredor.
As intervenções foram dimensionadas após estudos de tráfego que mapearam picos de volume superiores a 4.500 veículos/hora no ponto crítico, número que supera em 30 % a capacidade instalada atual.
Planejamento de desvios e impacto na mobilidade
A liberação da OS – Ordem de Serviço, prevista para os próximos dias, condiciona o início imediato das escavações. Na sequência, será implantado um plano de desvio em três fases:
Imagem: avenida da saude
- Desvios parciais na Agronômica para redistribuir o fluxo entre as avenidas Beira-Mar Norte e Madre Benvenuta;
- Bloqueio temporário de faixas centrais, com transferência de circulação para pistas marginais sinalizadas em 24 h;
- Adoção de rotas alternativas para **UFSC** e **UDESC**, reduzindo a pressão sobre o corredor principal em horário de pico matutino.
A estimativa da Secretaria de Infraestrutura Municipal indica que a solução poderá cortar em até 40 % o tempo médio de travessia entre o Norte da Ilha e o Centro. Para o transporte coletivo, o projeto reserva faixa prioritária em trechos de maior adensamento, buscando evitar que os ônibus fiquem retidos no sistema de desvios.
Avaliação de riscos e cronograma-chave
Especialistas em mobilidade consultados pela prefeitura apontam três fatores de risco a serem monitorados:
- Interferências subterrâneas: redes de água e fibra ótica sob a Avenida da Saudade exigem escaneamento em alta precisão para evitar rompimentos;
- Condições climáticas: chuvas acima da média podem postergar atividades de terraplenagem e lançamento de vigas;
- Confluência universitária: calendário letivo das instituições próximas impõe janelas restritas para bloqueios totais.
O cronograma macro prevê:
| 0–90 dias | Demolições, desvios provisórios, relocação de redes |
| 91–270 dias | Lançamento de estacas, montagem de pilares e tabuleiros |
| 271–450 dias | Pavimentação superior, alargamento da Avenida da Saudade |
| 451–540 dias | Sinalização definitiva, testes de carga e liberação parcial |
Próximos passos e expectativa de entrega
Com a área de 1,3 mil m² do Centro Integrado de Cultura já cedida e o contrato em vigor, a administração municipal aguarda apenas a assinatura da OS para iniciar o cronômetro oficial de 18 meses. Até lá, equipes de topografia, meio ambiente e comunicação social alinham detalhes operacionais para minimizar transtornos a moradores e condutores.
A conclusão do Novo Elevado do CIC representa a última etapa de um plano mais amplo de readequação do anel viário central de Florianópolis. Após a entrega, a Secretaria de Infraestrutura projeta monitorar o desempenho com sensores de fluxo tempo real, a fim de recalibrar semáforos inteligentes e validar a redução de congestionamentos no corredor Norte–Leste.



