Safra revisa carteira de dividendos de junho: Vibra sai, Marcopolo entra e Allos lidera com yield de 12,1%

O Banco Safra atualizou a carteira recomendada de dividendos para junho, substituindo as ações da Vibra Energia (VBBR3) pela Marcopolo (POMO4) e mantendo a Allos (ALOS3) como destaque, com dividend yield estimado em 12,1%; a seleção de dez papéis atribui peso igual de 10% a cada empresa e busca distribuir proventos consistentes aos investidores.

Motivações para a saída da Vibra Energia

A decisão de excluir a Vibra Energia não reflete deterioração operacional, segundo análise do Safra. A companhia permanece favorecida pela demanda no segmento de distribuição de combustíveis; porém, o papel registrou expressiva valorização no ano, comprimindo o potencial de retorno adicional. Além disso, o fluxo recente de notícias elevou a volatilidade no curto prazo, fator que pesou para o ajuste tático da carteira.

Entrada da Marcopolo e a tese de renovação de frota

Para ocupar a lacuna deixada pela Vibra, o banco incluiu a Marcopolo (POMO4), fabricante de ônibus com perspectiva de crescimento ancorada na necessidade de renovação da frota nacional. Estudos setoriais mostram que parte relevante dos veículos de transporte público supera dez anos de uso, o que deve impulsionar investimentos de empresas e prefeituras. O Safra avalia que essa demanda estrutural poderá sustentar as vendas da companhia e, consequentemente, sua capacidade de remunerar acionistas nos próximos ciclos.

Desempenho comparativo em maio

No acumulado de maio, a carteira de dividendos do Safra registrou retração de 5,82%, superando tanto o Índice Dividendos (IDIV), que caiu 7,62%, quanto o Ibovespa, com recuo de 7,22%. A performance reforça a proposta defensiva da estratégia focada em fluxo de caixa, mesmo em períodos de maior aversão ao risco.

Composição atual da carteira e estimativas de yield

O portfólio mantém dez empresas, cada uma respondendo por 10% de participação:

  • Allos (ALOS3)12,1%
  • Itaúsa (ITSA4)9,2%
  • Bradesco (BBDC4)8,7%
  • Petrobras (PETR4)8,6%
  • Marcopolo (POMO4)8,3%
  • CPFL Energia (CPFE3)7,9%
  • Cury (CURY3)7,8%
  • Caixa Seguridade (CXSE3)7,7%
  • Vale (VALE3)7,6%
  • Copel (CPLE3)6,1%

Conclusão Técnica: A readequação do portfólio evidencia a busca do Safra por equilíbrio entre valorização recente, volatilidade noticiosa e potencial de pagamentos futuros. A inclusão da Marcopolo alinha a carteira a um ciclo de investimentos em mobilidade que tende a perdurar, enquanto a manutenção de Allos, Itaúsa e Petrobras preserva exposição a setores com geração robusta de caixa. Para o investidor interessado em renda, o conjunto segue calibrado para oferecer dividend yield competitivo em relação aos principais índices, respaldado por fundamentos operacionais que, segundo o banco, permanecem sólidos no horizonte de médio prazo.