Com 53% de aprovação popular, a convocação de Neymar Jr. para a Copa do Mundo de 2026 mantém apoio majoritário mesmo sem data confirmada para seu retorno aos gramados; levantamento do instituto Quaest também indica queda na reprovação ao trabalho de Carlo Ancelotti à frente da Seleção Brasileira.
Evolução da opinião pública sobre Ancelotti e Neymar
Divulgada em 16 de junho de 2026, a pesquisa Quaest entrevistou 2.004 eleitores entre 5 e 8 de junho, com margem de erro de ±2 p.p.. Os resultados mostram que a aprovação ao técnico Carlo Ancelotti subiu de 41% em abril para 58% em junho, acompanhada de redução da desaprovação de 29% para 14%. Paralelamente, a comunidade de torcedores apresenta divisão menor sobre a presença de Neymar: 53% aprovam a convocação, 38% desaprovam e apenas 9% se declararam indiferentes.
O movimento positivo na percepção pública ocorreu após vitórias em amistosos oficiais da FIFA: 6 × 2 contra o Panamá em 31 de maio e 2 × 1 sobre o Egito dias antes do início do torneio. Esses resultados temporariamente mitigaram críticas sobre a escolha de um treinador estrangeiro — Ancelotti tornou-se o primeiro não brasileiro a dirigir a seleção em Copas do Mundo.
Impacto da lesão de Neymar e desafios de escalação
Neymar Jr. recupera-se de uma lesão na panturrilha sofrida em 17 de maio durante partida pelo Santos. O departamento médico ainda não estabeleceu cronograma definitivo para retorno, fator que pressiona a comissão técnica quanto ao aproveitamento do camisa 10. O cenário se agrava pelo número limitado de atacantes em plena forma: Rodrygo e Estevão também lidam com problemas físicos, aumentando a necessidade de alternativas ofensivas.
Apesar da condição clínica, a posição de Neymar dentro do vestiário e o apelo comercial associado à sua imagem sustentam sua inclusão na lista final. A pesquisa Quaest corrobora esse peso simbólico ao indicar que mais da metade da torcida considera proveitosa sua convocação, potencialmente pela experiência em torneios de alto nível e pela capacidade de decidir partidas mesmo em minutos limitados.
No entanto, o estudo evidencia que 38% do público receia que a presença do atleta prejudique o entrosamento coletivo caso sua recuperação não se complete a tempo da fase decisiva.
Imagem: Internet
Repercussões do empate na estreia e a controvérsia sobre Endrick
A igualdade em 1 × 1 contra Marrocos, no último sábado, renovou questionamentos sobre as escolhas táticas de Ancelotti. As críticas concentraram-se na decisão de manter Endrick no banco, embora o atacante tenha marcado o gol da vitória no amistoso de preparação. Dados da ESPN mostram que, durante a temporada em que trabalhou com o técnico no Real Madrid, o jovem atuou apenas 847 minutos em 37 jogos— média de 23 minutos por partida.
Com o próximo compromisso marcado para sexta-feira, 19 de junho, às 21h30, diante do Haiti, a expectativa recai sobre possíveis alterações na formação inicial. A utilização de Endrick desde o início e a definição sobre minutos concedidos a Neymar dependem da evolução clínica do elenco e da estratégia voltada para selar a classificação antecipada na fase de grupos.
Conclusão técnica e próximos passos
Os dados da Quaest confirmam que a convocação de Neymar permanece politicamente viável, mesmo sob incerteza médica, enquanto o respaldo a Ancelotti cresceu graças a resultados recentes. A evolução da recuperação do atacante e a resposta do time ao empate inaugural constituem variáveis-chave para manter o apoio popular nas próximas rodadas. Caso a seleção apresente desempenho convincente contra o Haiti, a tendência é de consolidação do índice de aprovação atual; em caso de novo tropeço, a pressão por mudanças na escalação—especialmente o aproveitamento de Endrick—tende a ganhar força imediata.




