JHSF Participações oficializou em 25 de maio de 2026 a entrada no segmento de hospitalidade náutica com o lançamento do Fasano Yachts, projeto que reunirá 12 iates ancorados diante da Ilha de Tavolara, na Sardenha, integrados ao complexo terrestre JHSF Fasano Sardenha e operando entre 1.º de julho e 15 de setembro.
Expansão estratégica para o Mediterrâneo
A iniciativa inaugura um novo braço de negócios ao combinar estadias em mar e terra dentro do mesmo ecossistema de serviços. O JHSF Fasano Sardenha reúne hotel, vilas residenciais e marina, formando um hub de hospitalidade voltado ao público de alta renda que frequenta o Mediterrâneo durante o verão europeu. Com o Fasano Yachts, hóspedes poderão embarcar diretamente na marina privativa, pernoitar a bordo ou alternar a permanência entre suítes terrestres e cabines marítimas, mantendo acesso integral a beach club, spa, academia e quadras de tênis.
Os roteiros previstos incluem passagens por La Maddalena e Porto Cervo, destinos consolidados no turismo náutico da região. A companhia planeja iniciar a operação em caráter sazonal, avaliando posterior extensão do calendário conforme a demanda.
Estrutura da frota e parcerias industriais
Os primeiros iates foram desenvolvidos em cooperação com a fabricante italiana Azimut, reconhecida por embarcações de alto padrão. Cada unidade oferece cabines suítes, sky-lounge panorâmico e acesso digital a serviços do hotel via aplicativo próprio. A gestão náutica ficará a cargo da BYS International, adquirida pela holding em outubro de 2025, responsável por tripulação, manutenção e logística.
Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários, o investimento inicial contempla não apenas a compra das embarcações, mas também infraestrutura de abastecimento, estocagem de suprimentos e sistemas de tratamento de resíduos, em linha com exigências ambientais locais. A frota foi registrada sob bandeira italiana para simplificar trâmites alfandegários e de cabotagem na costa da Sardenha.
Relevância corporativa e portfólio de alto luxo
Com o Fasano Yachts, a holding amplia presença em um mercado global estimado em US$ 8,9 bilhões de receitas anuais provenientes de cruzeiros privados e fretamentos de iates, de acordo com dados da International Yacht Brokers Association. A companhia passa a competir com grupos europeus tradicionais, explorando a sinergia entre suas unidades de hospitalidade, gastronomia e varejo de moda.
Imagem: Internet
Atualmente, a JHSF soma R$ 18,1 bilhões em ativos distribuídos entre shopping centers, aeroportos executivos e empreendimentos imobiliários de alta renda. Já a marca Fasano contabiliza 45 restaurantes e 18 hotéis em operação ou desenvolvimento em praças como São Paulo, Nova York e Miami. O projeto na Sardenha, portanto, reforça a estratégia de internacionalização iniciada em 2019, quando o grupo inaugurou seu primeiro hotel fora do Brasil.
Perspectivas para a temporada 2026
A capacidade total da frota é de aproximadamente 120 hóspedes por pernoite, considerando a ocupação integral das cabines. Tarifas ainda não divulgadas deverão refletir o posicionamento superluxo semelhante ao praticado nos hotéis Fasano, cujas diárias ultrapassam € 2.000 em mercados maduros. A companhia projeta ocupação média acima de 85 % no período inaugural, apoiada na procura antecipada de clientes fidelizados via programa de relacionamento próprio.
No âmbito operacional, a companhia informou ter obtido licenças ambientais e marítimas junto à Capitania di Porto di Olbia, assegurando a regularidade das atividades turísticas. Os iates permanecerão atracados em bóias ecológicas para mitigar impactos nos fundos marinhos, enquanto serviços de bordo adotarão abastecimento de energia por geradores de baixa emissão.
Conclusão técnica
O lançamento do Fasano Yachts posiciona a JHSF como participante pioneira ao oferecer hospedagem híbrida de alto padrão no Mediterrâneo, fortalecendo o ecossistema de produtos premium da holding e gerando novas fontes de receita em moeda forte. A operação piloto, prevista para iniciar em 1.º de julho de 2026, servirá de balizamento para possíveis expansões geográficas e aumento da frota, condicionados ao desempenho de ocupação e à resposta do mercado de hospitalidade náutica internacional.



