O fundo imobiliário MANA11 concluiu o investimento no empreendimento Grand Pulse Jundiaí com TIR de 58,6% ao ano — desempenho equivalente a 453% do CDI — e anunciou a distribuição de R$ 0,159 por cota aos cotistas.
Estrutura da operação no Grand Pulse Jundiaí
O Grand Pulse Jundiaí é um projeto residencial enquadrado no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), situado em Jundiaí, interior de São Paulo. O Valor Geral de Vendas (VGV) estimado alcançou R$ 231 milhões, superando o cenário-base previsto pela gestora. Para viabilizar a construção, o MANA11 aportou R$ 15 milhões em tranches iniciadas em 20 de maio de 2025, com meta de remuneração fixada em 22,5% ao ano.
A aceleração das vendas, associada à antecipação do cronograma de obra, permitiu a devolução integral do capital em abril de 2026. Esse retorno antecipado elevou a performance a 58,6% ao ano, resultando no múltiplo de 4,53 vezes o CDI acumulado no período da operação.
Impacto financeiro direto para o investidor
Como reflexo do ganho extraordinário, o fundo comunicou rendimento total de R$ 0,159 por cota, valor enquadrado nas regras de distribuição obrigatória de lucros. A remuneração será creditada automaticamente na conta dos mais de 48 mil cotistas, reforçando a reputação do veículo como pagador de proventos consistentes.
Em 2025, o MANA11 já havia repassado aproximadamente R$ 1,30 por cota, correspondendo a dividend yield de 16,6%. Com a valorização da cota — de R$ 7,79 para R$ 9,26 —, a rentabilidade total superou 37% no mesmo exercício. Esses resultados posicionaram o fundo entre os líderes em distribuição de dividendos na classe de Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs).
Evolução do número de cotistas e liquidez
O forte histórico de proventos impulsionou a base de investidores. Entre janeiro e dezembro de 2025, o número de cotistas avançou 138%, saltando de 20 mil para mais de 48 mil participantes. O maior interesse refletiu-se na liquidez secundária: o volume médio diário negociado consolidou trajetória ascendente, favorecendo entradas e saídas com menor impacto de preço.
Além da atratividade dos dividendos, a estratégia de exposição ao segmento residencial de baixo e médio padrão, contemplado pelo MCMV, tem conferido ao MANA11 correlação relativamente baixa com ciclos de renda corporativa e logística, diversificando riscos dentro do universo de FIIs.
Imagem: Internet
Estratégia de crédito estruturado da Manatí Capital
Responsável por 60% a 70% da carteira, o crédito estruturado resume a abordagem predominante da gestora Manatí Capital. Diferentemente da compra direta de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), o fundo participa da engenharia financeira dos empreendimentos desde os estágios iniciais. Nesse modelo, aporta recursos para aquisição de terreno, desenvolvimento do projeto e execução das obras, recebendo juros, participações e possíveis bonificações atreladas ao sucesso de vendas.
Segundo o sócio-fundador Eduardo Mekbekian, a seleção criteriosa de parceiros, aliada a cláusulas de proteção de capital e marcos de liberação por avanço físico, reduz o risco de crédito e potencializa o retorno. No caso do Grand Pulse Jundiaí, a velocidade de comercialização superou expectativas, antecipando o fluxo de caixa devolvido ao fundo.
Cenário de mercado e próximos desembolsos
As condições macroeconômicas de 2026 continuam favoráveis ao financiamento habitacional de baixa renda, sustentadas por subsídios do programa MCMV e redução do estoque de unidades nesse segmento. A Manatí Capital avalia novas oportunidades com perfil similar ao de Jundiaí, mirando retornos anuais superiores a 20% e prazos de até 30 meses.
Para preservar a competitividade, a gestora acompanha de perto a curva futura da taxa Selic, a evolução do custo de construção (INCC) e as mudanças na regulamentação do crédito imobiliário. Eventuais alterações nessas variáveis podem influenciar margens de novos projetos, agora monitorados em tempo real por comitês semanais de análise de risco.
Conclusão Técnica
A liquidação antecipada do investimento no Grand Pulse Jundiaí consolidou TIR de 58,6% ao ano e distribuiu R$ 0,159 por cota aos investidores do MANA11. O case reforça a eficiência da estratégia de crédito estruturado da Manatí Capital, que combina alocação tática em residenciais enquadrados no Minha Casa, Minha Vida com gestão ativa de prazos e riscos. Para os próximos trimestres, a gestora projeta novas operações em praças com demanda latente, mantendo a meta de retorno real expressivo e distribuição regular de proventos conforme a legislação vigente.



