“Chicago – O Musical”, reconhecido como um dos maiores fenômenos da Broadway, volta aos palcos catarinenses nesta quarta-feira, 17, com apresentação única às 20h no Teatro Ademir Rosa, localizado no Centro Integrado de Cultura (CIC). A montagem, produzida pela MovinCena e dirigida por Ana Pry Garvik, reúne 18 artistas em cena e dá início a uma programação que movimentará diversos espaços culturais de Florianópolis até o próximo domingo.
Trajetória do espetáculo e relevância global
Lançado originalmente em 1975 e recuperado no circuito comercial em 1996, “Chicago” mantém posição de destaque entre os espetáculos mais longevos da Broadway. O enredo acompanha as personagens Roxie Hart e Velma Kelly, mulheres que transformam crimes passionais em combustível para a busca pela fama na imprensa sensacionalista da década de 1920. A combinação de jazz, coreografias marcadas por linhas e contrapontos e a narrativa de crítica social conferiram ao musical diversos prêmios, incluindo 6 Tony Awards e um Grammy para melhor álbum de teatro musical.
Desde sua estreia, a obra contabiliza mais de 10 mil performances apenas em Nova York e já foi vista por milhões de espectadores em turnês internacionais. Entre adaptações notórias, destaca-se a versão cinematográfica de 2002, vencedora do Oscar de Melhor Filme, que ampliou a popularidade do título fora do circuito de teatro.
Montagem catarinense: elenco, direção e evolução artística
A interpretação local, denominada “Chicago – O Musical MovinCena”, entrou em cartaz pela primeira vez em 2021. De lá para cá, contabilizou 10 apresentações, período em que elenco e equipe técnica passaram por processos contínuos de aperfeiçoamento. Segundo a diretora Ana Pry Garvik, “o trabalho amadureceu como um vinho”, indicando refinamento de marcações cênicas, densidade dramática e precisão coreográfica.
No atual elenco, Amanda Gonzaga assume Velma Kelly enquanto a própria Ana dá vida a Roxie Hart. O advogado Billy Flynn é interpretado por Diego di Medeiros, e Mamma Morton ganha voz de Mércia Maruk. Completam os papéis principais Gianna Souza como Miss Sunshine e Sidarta Corrêa como Amos Hart. O corpo de baile reúne nomes como Akan Caldas, Alê Flores, Clara Mezzari e outros intérpretes responsáveis por coreografias que exigem elevada sincronia e resistência física.
Na parte musical, arranjos originais foram preservados, mas adequados à acústica do Teatro Ademir Rosa com suporte de técnicos de som especializados em grandes produções. A cenografia aposta em estruturas metálicas modulares, facilitando trocas rápidas de cenário e mantendo a estética minimalista que caracteriza a montagem da Broadway.
Imagem: Movi Floripa
Impacto na agenda cultural e eventos paralelos
A apresentação de “Chicago” marca a abertura simbólica de uma semana repleta de atrações organizadas pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC). Entre 15 e 21 de junho, o calendário oficial lista oito espetáculos distribuídos entre o Teatro Álvaro de Carvalho, o Teatro Pedro Ivo e o próprio Teatro Ademir Rosa. Destaques incluem:
- 16/6 – “Dandara na Terra dos Palmares”, dentro do circuito Palco Giratório Sesc 2026.
- 18/6 – Concerto da Orquestra Filarmônica Catarinense celebrando os 80 anos da Constituição Italiana.
- 20/6 – “Especial Sinfônico Iron Maiden”, parceria entre a Orquestra Sinfônica de Santa Catarina e a banda Steel Maiden.
- 21/6 – Espetáculo “I Have a Dream – ABBA Para Todas as Gerações” no Teatro Álvaro de Carvalho.
De acordo com a FCC, a expectativa é atrair público superior a 6 mil pessoas ao longo da semana, impulsionando receitas de bilheteria e serviços associados, como estacionamento, alimentação e vendas de souvenirs.
Conclusão técnica
A nova temporada de “Chicago – O Musical” consolida a capacidade de produção local em realizar montagens de grande porte, alinhadas a padrões internacionais de execução cênica e musical. A convergência entre elenco experiente, direção com visão maturada e infraestrutura do CIC projeta alta taxa de ocupação para a sessão de 17 de junho. Após a apresentação, o espetáculo deve seguir em circulação estadual, com negociações avançadas para datas em Joinville e Blumenau. No curto prazo, as demais atrações listadas pela FCC configuram um incremento consistente na oferta cultural de Florianópolis, reforçando o posicionamento da capital catarinense como polo de artes cênicas no Sul do país.



