Royal Air Maroc confirma retorno do voo direto Rio–Casablanca e amplia operação em São Paulo até 2026

Após sete anos de ausência no Aeroporto Internacional do Galeão, a Royal Air Maroc oficializou a reativação da rota direta entre Rio de Janeiro e Casablanca para o fim de 2027 e confirmou o acréscimo da quinta frequência semanal entre São Paulo e a capital marroquina já em 2026, fortalecendo a malha que conecta o Brasil ao Norte da África e à Europa.

Retomada estratégica da ligação Rio de Janeiro – Casablanca

O serviço Rio–Casablanca, suspenso desde 2020 devido às restrições impostas pela Covid-19, voltará a operar de forma regular no quarto trimestre de 2027. A confirmação foi dada pelo diretor-geral da Royal Air Maroc em entrevista publicada pelo portal Passageiro de Primeira. Além de restabelecer uma rota histórica, a companhia reintroduz o Aeroporto Internacional do Galeão (GIG) em sua malha global, oferecendo aos passageiros brasileiros um ponto de acesso direto ao Aeroporto Internacional Mohammed V (CMN), principal hub marroquino.

A frequência exata ainda será divulgada, mas a empresa assegura que o serviço terá caráter regular. O retorno atende a uma demanda reprimida identificada pelo departamento de planejamento de rotas, que observou crescimento constante no fluxo de viajantes corporativos e de lazer entre o Sudeste brasileiro e o Norte da África. Além disso, a posição geográfica de Casablanca possibilita conexões com 40 destinos africanos e 20 cidades europeias, fator que reforça a relevância estratégica da retomada.

Desempenho robusto sustenta expansão em Guarulhos

No Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos (GRU), a Royal Air Maroc opera atualmente quatro frequências semanais. Menos de doze meses após o último incremento, a empresa anunciou a quinta decolagem semanal, prevista para entrar em vigor no primeiro semestre de 2026. O aumento elevará a capacidade disponível em aproximadamente 25 % e reduzirá o tempo médio de conexão para rotas europeias e africanas em até 40 minutos, segundo projeções internas.

O desempenho financeiro da base paulista foi apontado como o principal fator para a decisão. Dados preliminares da companhia indicam índice de ocupação acima de 85 % nas operações do último ano fiscal, com especial destaque para a classe executiva. A estabilidade da demanda levou o conselho administrativo a antecipar investimentos em marketing cooperado com operadoras e na otimização de slots no terminal 3 de Guarulhos, onde se concentram os voos de longo curso.

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Impacto na conectividade Brasil–África–Europa

Com a retomada no Galeão e a ampliação em Guarulhos, a matriz de assentos entre o Brasil e o Marrocos passará de 1 050 para cerca de 1 300 lugares semanais até 2027. Esse incremento consolida a companhia como ponte relevante não só para o Norte da África, mas também para cidades europeias como Madri, Paris e Milão, servidas com conexões inferiores a três horas em Casablanca.

A iniciativa também coloca o Brasil em posição vantajosa no cenário sul-americano. Entre as transportadoras africanas que mantêm ligações diretas com o continente, a Royal Air Maroc será a única a oferecer voos regulares em duas capitais brasileiras simultaneamente. Essa configuração tende a intensificar a competição por passageiros internacionais em aeroportos do eixo Rio–São Paulo e pode influenciar futuras negociações bilaterais de serviços aéreos.

Conclusão técnica

A Royal Air Maroc alinha a expansão brasileira a um plano corporativo que prevê aumento de 25 % na oferta global até 2030. A retomada da rota Rio–Casablanca em 2027 e a quinta frequência São Paulo–Casablanca em 2026 consolidam a estratégia de fortalecer hubs africanos como plataformas de conexão intercontinental. Passagens para ambas as rotas serão disponibilizadas no site oficial da companhia e nos sistemas globais de distribuição assim que liberadas pela autoridade aeronáutica. Até lá, as equipes de planejamento operacional trabalham na definição de horários, aeronaves e acordos de codeshare, de modo a garantir transições eficientes entre rotas domésticas e internacionais.