Inter apresenta anéis e pulseiras NFC sem bateria para pagamentos instantâneos

Inter lançou nesta primeira quinzena de junho uma linha de wearables – anéis e pulseiras habilitados com NFC passiva – que permite realizar pagamentos, acessar serviços e autenticar operações com um único gesto, sem necessidade de bateria ou recarga.

Portfólio inicial: Inter Ring e Inter Wristband

A fase inaugural do projeto contempla dois dispositivos. O Inter Ring, disponível em diferentes acabamentos metálicos e paletas de cor, foi desenhado para uso contínuo, inclusive em ambientes corporativos. Já a Inter Wristband, confeccionada em material hipoalergênico e ajuste universal, mira situações de alto fluxo — como eventos esportivos, festivais e deslocamentos diários. Ambos utilizam o mesmo chip de NFC já empregado nos cartões físicos do banco, assegurando compatibilidade imediata com terminais de pagamento por aproximação.

Após a aquisição no Inter Shop, a ativação é concluída no Super App em menos de dois minutos, vinculando o dispositivo a uma carteira virtual tokenizada. Todas as compras aparecem consolidada na fatura do cartão Inter, o que elimina múltiplos extratos e simplifica o controle financeiro.

Tecnologia NFC passiva e camadas de segurança

Os wearables operam com NFC passiva, arquitetura que dispensa módulos de alimentação elétrica. A energia necessária para a troca de dados é captada do campo eletromagnético gerado pelo terminal POS no momento da transação. Esse desenho elimina falhas por falta de carga, amplia a durabilidade física do dispositivo e reduz custos de manutenção.

Para proteger informações sensíveis, a instituição adota dois mecanismos centrais:

  • Tokenização: substitui o número real do cartão por um identificador dinâmico, inutilizável fora do ecossistema criptografado.
  • Criptografia EMVCo: padrão internacional para pagamentos contactless, garantindo interoperabilidade e blindagem contra clonagem.

Em caso de perda, bloqueios podem ser efetuados diretamente no Super App sem cancelar o cartão principal. A solução também foi preparada para funcionar como fator extra de autenticação em transações fora do perfil de uso, incluindo operações via Pix e futuros investimentos.

Convergência com viagens: salas VIP e parceiros estratégicos

A incorporação de recursos de acesso reflete a meta do banco digital de unificar pagamento, identificação e conveniência na jornada do cliente, sobretudo durante viagens. O Inter iniciou a liberação de entrada em salas VIP domésticas mediante o simples toque do wearable no leitor de catraca, abolindo cartões impresos ou QR Codes.

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Imagem: Internet

Negociações estão em curso com redes hoteleiras, locadoras de veículos e produtoras de eventos. A expectativa é transformar anéis e pulseiras em chaves digitais, liberando portas de quartos, validando check-in de automóveis e substituindo ingressos físicos em arenas de entretenimento.

Segundo Rodrigo Gouveia, Diretor-Executivo de Commerce e Ecossistemas do banco, o objetivo é “tornar cada experiência mais eficiente, seja pelo tempo economizado ou pela segurança oferecida”.

Disponibilidade comercial e roadmap de expansão

As vendas começaram hoje no Inter Shop, canal de e-commerce integrado ao aplicativo. O preço sugerido do Inter Ring parte de valores competitivos frente a cartões metálicos premium, enquanto a Inter Wristband figura como alternativa de baixo custo para adoção em massa. A expectativa interna, segundo dados preliminares, é atingir algumas dezenas de milhares de unidades no primeiro ciclo trimestral.

Um smartwatch proprietário encontra-se em desenvolvimento para etapas futuras, ampliando o portfólio vestível e adicionando tela, sensores de saúde e integração multimodal. O cronograma preliminar aponta lançamento em 2025, sujeito a homologações regulatórias.

Conclusão Técnica

Com a oferta de anéis e pulseiras baseados em NFC passiva, o Inter avança na estratégia de consolidar pagamentos, autenticação e acesso físico em um ecossistema único. A combinação de autonomia energética, tokenização e expansão de parcerias posiciona o banco como player relevante no mercado de dispositivos vestíveis financeiros. Nos próximos meses, a instituição deve monitorar a adoção dos gadgets, intensificar acordos com setores de mobilidade e turismo e avaliar métricas de segurança antes de escalar a tecnologia para novos formatos, como o smartwatch em desenvolvimento.