Após ficar fora em 2018, Colômbia retorna à Copa do Mundo e estreia contra o Uzbequistão

Colômbia volta à Copa do Mundo após oito anos e encara Uzbequistão na estreia no Azteca

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A Seleção Colombiana reencontra o palco mundial nesta quarta-feira, 17 de junho de 2026, quando enfrenta o estreante Uzbequistão às 23h (horário de Brasília) no Estádio Azteca, na Cidade do México, marcando o retorno do país ao torneio após ausência em 2022 e oito anos de espera desde a última participação, em 2018.

Retrospecto recente e campanha nas Eliminatórias Sul-Americanas

Depois de terminar as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026 na terceira colocação, a Colômbia carimbou a vaga com 11 vitórias, 4 empates e 3 derrotas, somando 37 pontos e superando Brasil e Uruguai na tabela. A equipe comandada por Néstor Lorenzo sustentou aproveitamento de 67%, consolidado a partir de um sistema defensivo sólido (apenas 14 gols sofridos) e um ataque que balançou as redes 29 vezes. Paralelamente, a seleção chegou à final da Copa América de 2024, terminando com o vice-campeonato ao perder para a Argentina, resultado que reforçou a competitividade do elenco atual.

Desde a estreia em Copas, em 1962, esta será a sexta participação colombiana. O melhor desempenho ocorreu em 2014, no Brasil, quando o time terminou entre os oito melhores. Cinco jogadores daquele plantel permanecem no grupo de 2026, oferecendo experiência a um projeto esportivo em transição.

Elenco: experiência de James Rodríguez e ascensão de Luis Díaz

James Rodríguez, aos 34 anos, lidera a seleção como capitão e camisa 10. O meio-campista disputa o terceiro Mundial da carreira e carrega o status de maior artilheiro colombiano em Copas, com seis gols. Junto dele, David Ospina, Juan Cuadrado, Santiago Arias e Carlos Bacca completam o núcleo remanescente de 2014, somando mais de 450 partidas internacionais.

Na outra ponta do espectro está Luis Díaz, 29 anos, recém-contratado pelo Bayern de Munique. O atacante concluiu a temporada europeia com 18 gols e 11 assistências em 45 jogos, desempenho que o alçou a principal referência ofensiva do país. O trio de apoio conta ainda com Jhon Arias, destaque do Palmeiras e responsável por média de 0,34 participação em gol por jogo no último Brasileirão, e com o centroavante Rafael Santos Borré, autor de quatro gols nas Eliminatórias.

A mescla de gerações confere ao técnico Néstor Lorenzo alternativas táticas: a equipe oscila entre o 4-3-3 focado em transição rápida e o 4-2-3-1 que privilegia a circulação de bola de James no terço final. Ambos os formatos serão testados durante a fase de grupos.

Sequência de jogos, desempenho recente e configuração do Grupo F

Nos cinco compromissos preparatórios anteriores ao Mundial, a Colômbia acumulou 3 vitórias (Austrália 3×0, Costa Rica 3×1, Jordânia 2×1) e 2 derrotas (Croácia 1×2, França 1×3). Contra seleções do Top-10 do ranking, o rendimento foi de 40% de aproveitamento, sinalizando pontos de ajuste defensivo.

No Grupo F, além do Uzbequistão, figuram Portugal e República Democrática do Congo, que empataram em 1 a 1 no jogo de abertura. Uma vitória colombiana colocará a equipe na liderança isolada, simplificando o caminho para as oitavas de final. O calendário reserva Portugal na segunda rodada, no AT&T Stadium (Arlington), e a RD Congo no encerramento da fase de grupos, em Seattle.

O adversário desta quarta-feira, Uzbequistão, faz sua primeira aparição em Copas. O time da Ásia Central teve 67% de aproveitamento na fase final das Eliminatórias asiáticas e conta com o meia Eldor Shomurodov como principal arma. Estatisticamente, é a seleção com menor pontuação no atual ranking da FIFA entre os integrantes do grupo (posição 58), fator que reforça o favoritismo sul-americano para o confronto inaugural.

Com um elenco que combina a experiência de James Rodríguez e a explosão de Luis Díaz, a Colômbia chega ao México credenciada por campanha consistente nas Eliminatórias e vice-campeonato continental. Uma vitória sobre o Uzbequistão consolidará a liderança do Grupo F e reduzirá a pressão antes do duelo decisivo contra Portugal. O desempenho neste primeiro compromisso servirá como termômetro para aferir a real capacidade da seleção de repetir – ou superar – a histórica campanha de 2014.