Um homem de 40 anos morreu após ser esfaqueado enquanto dormia, na noite de 6 de abril, em uma residência situada na Rua Luiz Leôncio Buchele, bairro Cordeiros, Itajaí (SC); o principal suspeito é um adolescente de 15 anos, neto da companheira da vítima, que fugiu do local e permanece foragido.
Dinâmica do crime e circunstâncias imediatas
De acordo com as informações coligidas no boletim da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), o homicídio ocorreu por volta das 22h. Testemunhas relataram que o adolescente entrou na casa em silêncio, dirigiu-se ao quarto onde o homem dormia e desferiu múltiplos golpes de faca. A agressão teria sido súbita, sem discussão prévia, fator que contribuiu para a incapacidade de reação da vítima. Logo após o ataque, o suspeito deixou o imóvel em direção ignorada.
Quando a guarnição policial chegou, encontrou o homem com diversos ferimentos penetrantes na região torácica e abdominal. Os agentes aplicaram manobras de reanimação cardiopulmonar e utilizaram dois kits de primeiros socorros das viaturas até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Apesar das tentativas, o óbito foi constatado no local às 22h37.
Atuação das forças de segurança e coleta de evidências
Conforme protocolo de cena de crime, a área foi isolada em um raio de 20 metros para preservação de vestígios. Peritos do Instituto Geral de Perícias (IGP) coletaram amostras de sangue, impressões digitais em portas e objetos, além de imagens de câmeras de vigilância instaladas em residências vizinhas. A arma branca não foi localizada durante a varredura inicial e é considerada peça-chave para análise balística reversa e confirmação de compatibilidade com os ferimentos.
Paralelamente, equipes da PMSC deslocaram-se até o endereço do suspeito, onde o avô materno informou ter mantido breve contato com o neto após o ocorrido. Segundo o relato, o adolescente confessou o ato de forma unilateral, sem apresentar justificativa objetiva. A conversa teria ocorrido entre 22h50 e 23h05, momento em que o jovem deixou a residência levando consigo uma mochila de cor preta e vestígios de sangue nas roupas.
Imagem: Reprodução
Investigação em curso e possíveis motivações
A Delegacia de Homicídios de Itajaí instaurou inquérito para apurar autoria e motivação, com fundamento nos artigos 121 e 14 do Código Penal. Os investigadores analisam três linhas preliminares:
- Conflito familiar pré-existente: registros indicam desavenças envolvendo a gestão financeira do lar, possivelmente relacionadas a pensão recebida pela avó do suspeito.
- Eventual violência doméstica anterior: levantamentos buscam verificar histórico de agressões entre a vítima e demais moradores, o que poderia ter desencadeado represália.
- Distúrbios psicossociais do adolescente: a escola onde ele estudava foi oficiada para fornecer relatórios de comportamento e frequência, avaliando possível influência de fatores psicológicos.
Além dos depoimentos de vizinhos, a Polícia Civil solicitou quebra de sigilo telefônico e busca em redes sociais para rastrear a rota de fuga e identificar eventuais cúmplices. O Ministério Público de Santa Catarina acompanhará o caso, dado o envolvimento de menor de idade e a necessidade de aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Conclusão técnica
O crime encerra a fase inicial de preservação de prova material e avança para diligências investigativas orientadas a capturar o adolescente e esclarecer eventuais fatores motivacionais. A Procuradoria-Geral do Estado poderá requisitar avaliação psiquiátrica do suspeito após a apreensão, enquanto a Polícia Civil concentra esforços em perícias complementares e oitivas de parentes diretos. Novas atualizações dependerão da localização do foragido, da análise da arma do crime e da consolidação dos laudos periciais, que devem ser entregues em até 10 dias úteis, conforme previsão legal.




