Banco do Brasil anunciou que, a partir de 13 de julho de 2026, a anuidade do cartão Altus Visa Infinite será reajustada para R$ 4.000 — paga em 12 parcelas de R$ 333,33 — e apresentará novas faixas de gasto para descontos e isenção, impactando diretamente clientes do segmento Private que utilizam o produto de maior prestígio da instituição.
Reajuste alinha o Altus ao posicionamento premium do portfólio
O aumento na anuidade ocorre poucos meses após o lançamento do Altus Liv, versão direcionada a consumidores com renda mínima de R$ 30 mil mensais. Na reformulação do portfólio, o Altus tradicional passou a atender exclusivamente o segmento Private, enquanto o Altus Liv assumiu a função de porta de entrada da linha. Ao igualar o valor de anuidade entre as versões, o Banco do Brasil busca consolidar a hierarquia dos produtos e reforçar a estratégia de exclusividade.
Segundo comunicado oficial já disponível no site da instituição, novos cartões emitidos e ciclos de cobrança que se iniciarem a partir de 13 de julho de 2026 estarão sujeitos ao novo patamar. Para contratos vigentes, a alteração passará a valer no próximo período de cobrança, respeitando a data de aniversário de cada cliente.
O reajuste segue movimento semelhante promovido pelo Banco de Brasília (BRB) com o DUX Visa Infinite, cuja anuidade também foi ampliada recentemente. A convergência das tarifas sinaliza tendência de reposicionamento de produtos top tier em operadoras Visa Infinite no mercado brasileiro.
Nova política de descontos e isenção entra em vigor em 13 de julho
Além do reajuste, o Banco do Brasil revisou os critérios de isenção da anuidade do Altus Visa Infinite. Atualmente, o benefício é obtido mediante:
- Gastos mensais a partir de R$ 25 mil (isenção total); ou
- Investimentos elegíveis de R$ 5 milhões sob custódia no banco.
Com a nova regra, o modelo passa a contar com duas faixas de gasto:
- R$ 25 mil em despesas mensais: 50 % de desconto na anuidade;
- R$ 40 mil em despesas mensais: 100 % de isenção.
A política de isenção por volume de investimentos permanece inalterada. A instituição destaca que os parâmetros levarão em conta o total consolidado de gastos na fatura do titular, abrangendo transações nacionais e internacionais realizadas no ciclo corrente.
Imagem: viagens
Para clientes que não atingirem as novas metas, o valor residual da anuidade será lançado de forma proporcional nas parcelas subsequentes. Caso o limite de gastos seja alcançado em um mês futuro, o desconto será recalculado e creditado automaticamente.
Efeitos para o segmento Private e contexto competitivo
O Altus Visa Infinite foi concebido para complementar a oferta de alta renda do Banco do Brasil, competindo com cartões como Black Unlimited (C6) e Mastercard Black Aeternum (Santander). Com o valor reajustado, a anuidade do Altus sobe 33,3 % em relação ao patamar anterior de R$ 3.000, reposicionando o produto no topo da escala de custos do mercado doméstico.
Segundo analistas do setor financeiro, a atualização pode ter impacto direto no grau de engajamento dos clientes que dependem do cartão para maximizar benefícios de milhagem e salas VIP. Em contrapartida, o movimento reforça a imagem de exclusividade e pode elevar a receita de serviços da instituição, alinhando-se às metas de eficiência operacional divulgadas no último relatório trimestral.
Em paralelo, a indústria de meios de pagamento vem registrando encarecimento dos programas de recompensa, impulsionado pela valorização do dólar e pelo aumento de custos associados a parcerias internacionais. O reajuste do Banco do Brasil reflete esse cenário, ao transferir parte das pressões de custo para os consumidores high net worth.
Conclusão Técnica
Com vigência a partir de 13 de julho de 2026, o reajuste da anuidade para R$ 4.000 e a nova política de isenção posicionam o Altus Visa Infinite entre os cartões mais caros do país. A medida se alinha ao reposicionamento estratégico da família Altus, diferencia o segmento Private dentro do portfólio e acompanha a escalada tarifária observada em concorrentes de alta renda. Clientes terão de ajustar padrões de gasto — agora de R$ 40 mil mensais para isenção total — ou manter R$ 5 milhões investidos para evitar a cobrança. O mercado seguirá monitorando o impacto na adesão ao produto e eventuais respostas de instituições rivais.




