Guarulhos, Congonhas e Galeão conquistaram posições de destaque no ranking 2025 do Conselho Internacional de Aeroportos da América Latina e do Caribe (ACI-LAC), consolidando o Brasil entre os maiores polos de aviação da região.
Desempenho individual dos terminais brasileiros
O Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos liderou todas as operações latino-americanas, ao contabilizar 23,1 milhões de passageiros em 2025, evolução de 8,3% sobre o fluxo registrado em 2024. O volume superou hubs estratégicos como El Dorado (Bogotá) e o Aeroporto Internacional da Cidade do México, reflexo direto da malha aérea diversificada e da posição geográfica favorável ao tráfego intercontinental.
Na esfera doméstica, o Aeroporto de Congonhas assegurou a 7ª colocação, movimentando 11,9 milhões de viajantes. O terminal, reconhecido pela alta rotatividade de voos ponto a ponto, manteve sua relevância mesmo durante as obras de modernização em curso.
Já o Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) encerrou o top 10 latino-americano, atendendo 8,7 milhões de passageiros. O resultado veio acompanhado de um dos maiores saltos percentuais do período: 23,6% de crescimento frente ao ano anterior, indicador de retomada após a entrada da nova concessionária responsável pela gestão do terminal fluminense.
Infraestrutura e investimentos estratégicos
A ascensão dos aeroportos brasileiros no ranking está ancorada em aportes robustos. Dados do Ministério de Portos e Aeroportos mostram que, somente em 2024, o setor recebeu R$ 549,5 milhões em recursos públicos, além de R$ 3,38 bilhões provenientes da iniciativa privada.
Entre os projetos confirmados, Guarulhos executa um plano de expansão orçado em R$ 1,4 bilhão, voltado à ampliação de pátios, pontes de embarque e tecnologias de controle de tráfego. O Aeroporto de Congonhas, por sua vez, passa por remodelação integral avaliada em R$ 2,4 bilhões, que inclui a construção de um novo terminal, reconfiguração de pistas e atualização de sistemas de segurança operacional.
No Galeão, a nova administradora espanhola Aena prepara um pacote de melhorias cujo cronograma contempla modernização de salas de embarque, revitalização de áreas comerciais e incremento da conectividade intermodal, com o objetivo de restabelecer o hub carioca como porta de entrada para voos transoceânicos.
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Evolução da demanda e tendências regionais
O mercado brasileiro de aviação demonstra fôlego renovado. No primeiro trimestre de 2026, a soma de passageiros em voos domésticos e internacionais ultrapassou 34 milhões, volume que ratifica a trajetória ascendente observada desde a retomada pós-pandemia. Esse impulso contribui não apenas para fortalecer as estatísticas nacionais, mas também para alterar a composição do tráfego aéreo latino-americano.
Analistas do setor atribuem o avanço a fatores como a flexibilização regulatória, a expansão de companhias de baixo custo e a valorização cambial que estimula o turismo interno. Além disso, programas de concessão federal têm ampliado a participação de operadores estrangeiros, introduzindo práticas de gestão alinhadas a padrões internacionais.
Em âmbito regional, o crescimento estrutural brasileiro pressiona concorrentes tradicionais a acelerar seus próprios investimentos. Aeroportos como El Dorado e Ciudad de México anunciaram projetos de modernização para preservar participação de mercado, enquanto hubs emergentes em Lima e Santiago revisam planos para captar rotas de longa distância.
Conclusão Técnica
Os dados consolidados pelo ACI-LAC confirmam que a combinação de capacidade ampliada, investimentos direcionados e demanda crescente posiciona o Brasil entre os protagonistas da aviação na América Latina. A manutenção dessas três variáveis deverá determinar a permanência de Guarulhos, Congonhas e Galeão no seleto grupo dos dez terminais mais movimentados da região nos próximos ciclos estatísticos. A execução pontual das obras de infraestrutura e o monitoramento das tendências de tráfego regional serão decisivos para sustentar o ritmo de expansão verificado até 2025.




