Cartões de crédito em 2026: sete trocas que podem turbinar milhas e cortar custos no exterior

Quem? Consultorias de finanças pessoais e emissores de cartões. O quê? Ajustaram pontuação, anuidade e spread. Onde? Mercado brasileiro, com reflexos em compras internacionais. Quando? Dados consolidados em abril de 2026. Por quê? A competição por clientes de alta renda levou bancos e fintechs a oferecer mais benefícios, abrindo espaço para trocas vantajosas.

O novo cenário dos cartões brasileiros

Relatórios divulgados neste segundo trimestre de 2026 mostram que permanecer com plásticos lançados há cinco ou seis anos pode significar perder até 40 % do potencial de acúmulo de pontos. As instituições reorganizaram programas de recompensas, reduziram spreads de câmbio e flexibilizaram regras de isenção de anuidade, criando oportunidades para quem revisita o portfólio.

Segundo levantamento entregue a investidores, a cada US$ 1 gasto fora do país, os cartões de última geração já pontuam em média 29 % mais que seus equivalentes lançados antes de 2022, enquanto os spreads caíram de 6 % para patamares próximos de 0,6 % em alguns emissores digitais.

Sete substituições recomendadas para 2026

A comparação a seguir considera usuários com renda semelhante e perfil de gasto mensal acima de R$ 10 mil. Os números se referem às tabelas vigentes em abril de 2026.

1. Bradesco Black Pontos ➜ Sisprime Black
• 1,8 ponto vs. 2,2 pontos por US$ 1 no crédito.
• Anuidade de R$ 1.356 no Bradesco contra isenção condicional ao usar 30 % do limite no Sisprime.
• Spread internacional: 6 % x 0 %.

2. Nubank Ultravioleta ➜ Nomad Explorer Infinite
• 2,2 pontos por US$ 1 vs. até 3 pontos.
• Anuidade de R$ 1.068 ao ano no Nubank; zero no Nomad.
• Acesso ilimitado à Sala Nomad GRU + quatro visitas Dragon Pass.

3. Wise Platinum ➜ Revolut Infinite
• Spread médio cai de até 1 % para 0,6 %.
• Revolut pontua até 2,5 pontos por US$ 1, enquanto a Wise não gera pontos no débito.
• Lounges Dragon Pass incluídos no plano metal.

4. Itaú Personnalité Black ➜ Itaú The One Black
• De 2 para 3 pontos por US$ 1 no Brasil.
• De 3 para 3,5 pontos no exterior.
• LoungeKey ilimitado com convidados; anuidade de R$ 4 mil zerada ao ultrapassar R$ 60 mil em fatura.

5. LATAM Pass Visa Infinite ➜ Azul Visa Infinite
• 3,5 pontos x até 5,25 pontos no exterior.
• Anuidade similar (R$ 1.260), mas isenção no Azul ocorre a partir de R$ 20 mil em gastos mensais.
• Bônus adicional de 10 % no acúmulo para assinantes do Clube Azul.

6. Bradesco Aeternum ➜ Caixa Ícone Infinite
• 4 pontos vs. 5 pontos no Brasil e 6 no exterior.
• Spread reduzido de 5,8 % para 4 %.
• IOF zerado nas compras internacionais processadas em conta global Caixa.

7. BB Altus LIV ➜ BRB DUX
• 34 pontos x 5/7 pontos? Atenção: o Altus atinge 34 pontos apenas em campanhas sazonais; a média regular é 4,5. O DUX mantém 5 pontos no Brasil e 7 no exterior de forma contínua.
• Anuidade cai de R$ 3.600 para R$ 1.680.
• Tríplice cobertura de lounges: LoungeKey, Dragon Pass e Priority Pass.

Benefícios adicionais que fazem diferença

Além da pontuação, três fatores pesam ao decidir trocar de cartão em 2026:

Spread cambial – Cada ponto percentual a menos no spread representa economia direta em compras internacionais. Em cartões com gastos médios de US$ 2 mil por viagem, a redução de 6 % para 0,6 % gera economia de cerca de R$ 600 por viagem.

Acesso a salas VIP – Para viajantes frequentes, passes ilimitados evitam desembolsos de US$ 30 a US$ 50 por visita. Produtos como Nomad Explorer Infinite e BRB DUX liberam convidados sem custo adicional, vantagem rara até três anos atrás.

Regras de isenção – Muitos bancos substituíram exigência de investimentos por meta de gasto mensal, simplificando a vida de quem concentra despesas no cartão. O Itaú The One Black, por exemplo, anula a anuidade quando a fatura supera R$ 60 mil, e o Azul Visa Infinite faz o mesmo acima de R$ 20 mil.

Como avaliar se a troca é vantajosa

1. Levante o valor gasto por categoria (Brasil, exterior e pagamentos recorrentes).
2. Some o custo anual de anuidades e spreads nos cartões atuais.
3. Compare com a pontuação e os custos dos produtos listados.
4. Simule a conversão de pontos em passagens ou cashback para mensurar o ganho real.
5. Observe o prazo de validade dos pontos e a velocidade de crédito nos programas parceiros.

Especialistas recomendam revisitar esse cálculo a cada 12 meses ou sempre que houver mudança nas tabelas de pontuação. Bancos digitais, em particular, vêm atualizando as regras com maior frequência que as instituições tradicionais.

Conclusão

Os reajustes aplicados por bancos e fintechs em 2026 alteraram radicalmente a relação entre gastos e recompensas. Ao substituir produtos lançados antes de 2022 pelas alternativas apresentadas, o consumidor pode acumular mais milhas, pagar menos em compras internacionais e acessar lounges sem custos extras, tudo isso sem elevar a despesa fixa anual. A revisão periódica do portfólio passa a ser passo essencial para manter o melhor retorno por real gasto.