Lula mantém empate técnico com Flávio Bolsonaro, Caiado, Zema e Ciro Gomes no 2º turno, indica RealTime Big Data

Levantamento nacional do instituto RealTime Big Data, realizado entre 2 e 4 de maio, revela empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e quatro possíveis adversários — Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Ciro Gomes — em simulações de segundo turno para as eleições presidenciais de 2026. A sondagem ouviu 2 000 eleitores, possui margem de erro de ±2 pontos percentuais e nível de confiança de 95 %, estando registrada no TSE sob o número BR-03627/2026.

Panorama do segundo turno: números consolidam acirrada disputa em 2026

Na comparação direta com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o instituto apurou 44 % das intenções de voto para o parlamentar e 43 % para Lula. Entre março e maio, Flávio avançou de 41 % para 44 %, enquanto o petista oscilou de 42 % para 43 %. A diferença de um ponto permanece dentro da margem estatística, caracterizando empate técnico. Votos brancos/nulos somam 7 % e indecisos totalizam 6 %.

Contra o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), o cenário apresenta 43 % para Lula e 42 % para o goiano. Em duelo com o ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo), o presidente marca 43 % e Zema, 39 %, resultado no limite inferior da margem de erro. Já na primeira inclusão do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) nas simulações, ambos aparecem empatados com 43 %.

Primeiro turno aponta liderança numérica de Lula, mas vantagem diminui

No quadro sem Ciro, Lula concentra 40 % das preferências e Flávio Bolsonaro, 34 %. Em patamar distante surgem Caiado (5 %) e Zema (4 %). O líder do partido Missão, Renan Santos, registra 3 %, enquanto Augusto Cury (Avante), Aldo Rebelo (DC) e Cabo Daciolo (Mobiliza) obtêm 1 % cada. Brancos e nulos representam 6 %; não responderam, 5 %.

Quando Ciro é inserido, a diferença entre os dois primeiros diminui: Lula vai a 38 % e Flávio cai ligeiramente para 33 %. Caiado, Ciro e Zema empatam com 4 %. A taxa de eleitores que descartam todos os nomes permanece em 6 %, e os indecisos seguem em 5 %. Esses números reforçam o potencial de segundo turno competitivo, já que nenhum candidato alcança projeção de vitória direta.

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Imagem: Internet

Segmentação do eleitorado e índices de rejeição evidenciam desafios de campanha

A pesquisa detalha o desempenho de cada pré-candidato em segmentos socioeconômicos e regionais. Lula obtém seus melhores resultados entre mulheres, eleitores com mais de 60 anos, renda de até 2 salários mínimos, católicos e moradores do Nordeste. Flávio Bolsonaro, por sua vez, apresenta maior aderência entre evangélicos, residentes da região Sul e indivíduos com renda superior a 5 salários mínimos.

A taxa de rejeição coloca Lula na liderança negativa, com 44 % dos entrevistados afirmando que não votariam nele de forma alguma. Flávio Bolsonaro vem em seguida, com 41 %. Em patamares significativamente menores aparecem Ciro Gomes (5 %), Romeu Zema (4 %), Ronaldo Caiado (2 %) e Cabo Daciolo (2 %). Esses indicadores de antipatia eleitoral tendem a orientar estratégias de campanha, sobretudo na construção de alianças e no enfoque temático junto a públicos específicos.

Conclusão técnica

A fotografia estatística de maio de 2026 confirma um cenário eleitoral fragmentado, no qual o incumbente enfrenta empate técnico com quatro adversários potenciais em rodadas decisivas. A oscilação de Flávio Bolsonaro, somada ao alcance regional de Caiado, Zema e Ciro, sinaliza disputa aberta e dependente da movimentação de eleitores atualmente inclinados ao voto branco, nulo ou ainda indecisos. A partir dos dados atuais, campanhas deverão priorizar a redução de rejeição e o reforço de posicionamento em segmentos demográficos estratégicos, enquanto futuras pesquisas servirão para monitorar variações de tendência à medida que o calendário eleitoral avança.