O mercado brasileiro de Exchange Traded Funds registrou expansão de 70% no número de produtos listados entre janeiro de 2025 e março de 2026, movimento impulsionado por custos menores, diversificação ampla e acesso simplificado a mercados internacionais, conforme análise de Thiago Salomão, CEO do Market Makers.
Crescimento recorde e métricas de mercado
Dados da B3 indicam que, ao longo de 2025, o contingente de investidores em ETFs saltou 24%, atingindo 721,7 mil cotistas. O volume sob custódia acompanhou a tendência: partiu de R$ 54 bilhões para R$ 91 bilhões, reforçando a penetração dessa classe de ativos nas carteiras locais. No mesmo intervalo, o total de fundos de índice listados saltou de 93 para 158, ampliando a oferta de estratégias que vão de renda fixa a setores tecnológicos de ponta.
O desempenho evidencia maturidade crescente do investidor brasileiro e o interesse por instrumentos que combinem transparência, liquidez e eficiência fiscal. Segundo Salomão, “os ETFs tornaram-se ponto de convergência entre custo otimizado e diversificação imediata, sobretudo em um cenário de juros voláteis e incertezas fiscais”.
Três vetores de adoção acelerada
Na avaliação do fundador do Market Makers, três fatores explicam o avanço robusto:
1. Custos reduzidos: a taxa de administração média de ETFs situa-se abaixo dos fundos tradicionais, favorecendo o ganho líquido do investidor no longo prazo.
2. Diversificação eficiente: ao replicar índices locais e globais, o produto mitiga risco idiossincrático em ambiente de pressões geopolíticas e fiscais.
3. Acesso internacional simplificado: mesmo investidores iniciantes podem se expor a setores como tecnologia, infraestrutura ou commodities globais por meio de um único código de negociação.
Esses vetores formam, segundo Salomão, “a combinação operacional necessária para implementar estratégias de crescimento patrimonial com liquidez diária”.
Inovação temática impulsiona oferta
Gestoras têm lançado ETFs temáticos que respondem a tendências estruturais. Entre os exemplos recentes figuram carteiras focadas em Inteligência Artificial, ESG e infraestrutura, refletindo demanda crescente por setores de expansão global. A multiplicação desses veículos contribui para diversificar além do tradicional Ibovespa ou índices de renda fixa.
Imagem: Internet
A variedade ampliada também atende a diferentes perfis: produtos indexados a Treasuries norte-americanos servem de proteção cambial, enquanto índices de small caps locais mantêm exposição ao crescimento doméstico. Essa flexibilidade, argumenta Salomão, “eleva a sofisticação do investidor sem aumentar complexidade operacional”.
Estratégia patrimonial e lançamento do Pé-de-Meia do Salomão
Historicamente posicionado em ativos de renda passiva, Thiago Salomão revisou sua alocação após concluir, em debates com pares de mercado, que não depende de fluxo recorrente no momento atual. A nova diretriz foca crescimento (growth) no longo prazo, vista como mais aderente ao horizonte de aposentadoria.
Nesse contexto, os ETFs surgem como veículo central. Para compartilhar a transição, o analista estruturou o projeto Pé-de-Meia do Salomão, que será apresentado em 27 de março de 2026, às 19h, por meio de transmissão online. Participantes poderão acompanhar, em tempo real, cada movimento da carteira replicado de forma automatizada em contas próprias — processo viabilizado por plataforma parceira.
Como material de apoio, está disponível o e-book “Investimentos em Renda vs. Crescimento com ETFs”, liberado mediante cadastro gratuito. O objetivo é contextualizar a decisão estratégica e oferecer parâmetros para quem cogita ajustar a própria alocação entre renda e valorização de capital.
Perspectivas e próximos passos
O ritmo de lançamentos e o ingresso de novos cotistas sinalizam que os ETFs devem sustentar trajetória ascendente ao longo de 2026. A combinação de produtos temáticos, redução de barreiras de entrada e iniciativas educacionais — como a do Market Makers — tende a ampliar a participação desses fundos no patrimônio do investidor pessoa física.
Em paralelo, a competição entre gestoras deve pressionar ainda mais as taxas, favorecer liquidez secundária e diversificar o universo de índices disponíveis. Caso mantidas as condições de mercado e o apetite por exposição global, a expectativa é que o volume sob custódia ultrapasse R$ 100 bilhões antes do encerramento do próximo ano fiscal, consolidando os ETFs como instrumento central nas estratégias de crescimento e proteção.




