Passageiros da GOL que voam a partir de 4 de maio de 2026 passam a obedecer regras mais rígidas para o transporte de power banks, baterias de lítio e unidades sobressalentes, itens que agora só podem viajar na bagagem de mão devido ao risco de incêndio associado a esse tipo de equipamento.
Novas normas entram em vigor em 4 de maio de 2026
A companhia aérea brasileira publicou, em sua página oficial de bagagens, um comunicado detalhando a atualização das políticas para dispositivos alimentados por baterias de íon-lítio e metal-lítio. O texto enfatiza que nenhum desses itens será aceito em bagagens despachadas. A medida vale para todos os voos operados pela empresa, nacionais e internacionais, e se alinha a padrões de segurança recomendados por organismos reguladores globais.
De acordo com o documento, o descumprimento pode levar ao confisco do dispositivo antes do embarque ou ao impedimento do passageiro de seguir viagem até que o item seja removido ou acomodado corretamente. A GOL alerta que baterias danificadas, adaptadas ou transportadas sem proteção adequada apresentam maior probabilidade de curto-circuito e, consequentemente, de provocar incêndio em altitude.
Limitações técnicas e quantitativas por passageiro
O comunicado estabelece parâmetros exatos para a capacidade energética dos dispositivos:
- Baterias de íon-lítio: limite de 100 Wh (aprox. 27.000 mAh) por unidade.
- Baterias de metal-lítio: máximo de 2 g de lítio metálico.
Cada passageiro poderá embarcar com até duas baterias extras, incluindo power banks e carregadores portáteis. Todos os exemplares devem ser acondicionados de forma individual, em embalagens que previnam contatos entre terminais elétricos ou choques mecânicos. A empresa frisa que o uso de power banks para carregamento em voo está proibido, assim como a recarga desses dispositivos nas tomadas ou portas USB da aeronave.
Carregadores de parede que necessitam de conexão direta à rede elétrica — usados, por exemplo, em notebooks — não entram na contagem de limite de peças, pois não contêm bateria interna.
Contexto regulatório e alinhamento setorial
A adoção de normas específicas para baterias de lítio não é isolada. A Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) e a International Air Transport Association (IATA) recomendam, desde 2016, a segregação de itens energizados na cabine, após incidentes envolvendo superaquecimento de laptops e smartphones. No Brasil, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) acompanha essas diretrizes e incentiva companhias aéreas a reforçar regras internas.
Imagem: explorar novos destinos e culturas
Relatórios de segurança publicados pela IATA indicam que, entre 2020 e 2024, foram registrados mais de 460 eventos a bordo relacionados a baterias de lítio, a maioria contida pela tripulação sem escalonamento, mas alguns exigiram pousos de emergência. Para mitigar riscos, empresas aéreas, como a GOL, concentram esforços em restringir localização, quantidade e condições de uso desses produtos no compartimento de passageiros, onde uma eventual chama pode ser identificada rapidamente.
Procedimentos de acomodação durante o embarque
Segundo a nova política, power banks, carregadores portáteis e baterias sobressalentes devem ser posicionados no bolsão do assento ou sob o banco à frente do ocupante, nunca no bagageiro superior, a fim de manter acesso rápido em uma eventual emergência. O item precisa permanecer desligado durante todo o voo.
Funcionários do check-in e da inspeção de segurança receberam treinamento para verificar rotulagem de capacidade (Wh ou g) e orientar passageiros sobre embalagem adequada. Caso a bateria ultrapasse o limite de 100 Wh, a transportadora recomenda o contato prévio com atendimento corporativo para avaliação de exceções, sujeita a aprovação.
Conclusão técnica
Com a implementação dessas restrições, a GOL iguala suas práticas às de outras grandes aéreas internacionais, reforçando o foco na prevenção de incêndios em altitude. A companhia prevê monitorar as estatísticas de ocorrências envolvendo baterias até o final de 2026, podendo ajustar limites ou procedimentos conforme evolução tecnológica dos acumuladores de energia. Passageiros devem revisar as especificações de seus dispositivos antes de viajar e planejar o transporte em conformidade para evitar contratempos no embarque.




