LATAM e Airlink ampliaram seu acordo de codeshare, incorporando 22 novas rotas que ligam hubs sul-africanos a cidades regionais, iniciativa que reforça a conectividade do continente e consolida a estratégia das companhias em mercados de alta demanda intercontinental.
Contexto estratégico do acordo
A parceria entre LATAM e Airlink, firmada inicialmente em abril de 2025, tinha como objetivo principal simplificar a experiência do passageiro que parte da América do Sul rumo à África. O modelo de codeshare permite a emissão de um único bilhete, despacho de bagagem até o destino final e acesso sincronizado a programas de fidelidade. Com a expansão anunciada nesta semana, o portfólio de rotas praticamente dobra de tamanho e passa a atender corredores aéreos considerados estratégicos para turismo, mineração e negócios.
Segundo o site especializado AeroRoutes, responsável por monitorar alterações de horários e frequências globais, a nova malha entra em vigor no último trimestre de 2026, coincidindo com o período de alta temporada no hemisfério sul.
Rotas recém-adicionadas e alcance geográfico
O acréscimo de 22 trechos distribui-se entre os aeroportos de Cidade do Cabo e Joanesburgo, facilitando o acesso a importantes centros regionais:
- Cidade do Cabo — Bloemfontein, George, Harare, Kimberley, Port Elizabeth, Upington, Windhoek
- Joanesburgo — Bulawayo, East London, Gaborone, Hoedspruit, Kimberley, Lusaka, Nairobi, Nelspruit (Kruger Mpumalanga), Pietermaritzburg, Polokwane, Richards Bay, Sishen, Umtata, Upington, Walvis Bay
Os voos serão operados por aeronaves Embraer E-Jets e Airbus A320 da Airlink, com bilhetes comercializados nos sistemas de distribuição global sob código LA da LATAM. A expectativa, de acordo com projeções internas das empresas, é elevar a taxa de ocupação média em até 12% nas rotas intercontinentais que partem de São Paulo (GRU) para Joanesburgo (JNB) e Cidade do Cabo (CPT).
Benefícios operacionais e para o passageiro
Do ponto de vista logístico, a expansão reduz a necessidade de conexões múltiplas dentro da África Austral, diminuindo o tempo total de viagem em até 3 horas, conforme estimativas calculadas pelo comparativo de itinerários pré e pós-codeshare. Passageiros corporativos ligados aos setores de mineração, energia e agronegócio tornam-se o principal público-alvo, uma vez que cidades como Gaborone (Botsuana) e Walvis Bay (Namíbia) concentram operações relevantes desses segmentos.
Imagem: Internet
Em termos de serviço, ambas as companhias alinharam processos de check-in, franquia de bagagem e seleção de assento, garantindo padronização que atende às exigências da International Air Transport Association (IATA). Além disso, titulares das categorias superiores dos programas LATAM Pass e Airlink Skybucks mantêm prioridade em embarque e acesso a salas VIP, reforçando a retenção de passageiros frequentes.
Cronograma de implementação e próximos passos
O lançamento comercial das novas rotas está previsto para setembro de 2026, com vendas já habilitadas nas plataformas on-line de ambas as empresas. A integração de sistemas foi concluída em 90 dias, período considerado abaixo da média de mercado para projetos de mesma complexidade, de acordo com executivos envolvidos no processo.
Nos próximos meses, LATAM e Airlink devem monitorar indicadores de desempenho como load factor, receita por assento-quilômetro (RASK) e índice de pontualidade. Caso as metas de ocupação sejam atingidas, existe a possibilidade de inclusão de destinos em Moçambique e Madagascar, ampliando ainda mais a capilaridade dentro do continente.
Conclusão técnica
A expansão do codeshare entre LATAM e Airlink consolida uma malha de 22 novas rotas regionais no sul da África, alinhada à tendência de parcerias multirregionais em aviação comercial. Com processos de bilhetagem unificados, redução de tempo de viagem e benefícios recíprocos de programas de fidelidade, a iniciativa tende a elevar a competitividade das duas companhias em corredores intercontinentais de alta densidade. O desempenho operacional a partir de setembro de 2026 servirá de base para eventuais expansões futuras, conforme metas de ocupação e rentabilidade estabelecidas nos planejamentos estratégicos internos.




