Pé-de-Meia: calendário de maio detalha novos depósitos e mostra como o programa garante até R$ 9 mil a estudantes do ensino médio

Brasília, 2 de maio de 2026 – Estudantes da rede pública de todo o país começam a receber hoje, 2 de maio, a terceira parcela do Pé-de-Meia, incentivo financeiro criado pelo governo federal para conter a evasão no ensino médio. Os créditos de R$ 200, destinados aos jovens que aderiram ao programa em fevereiro, serão liberados até 4 de maio; já quem ingressou em março terá o valor depositado entre 25 de maio e 1º de junho. O benefício, pago via Caixa Econômica Federal, destina-se a alunos de baixa renda matriculados no 1º, 2º ou 3º ano do ensino médio regular e da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Como funciona a “poupança estudantil”

Instituído em 2025 e operacionalizado a partir de janeiro de 2026, o Pé-de-Meia adota o modelo de conta poupança individual. Parte do dinheiro fica disponível durante o ano letivo para despesas imediatas, enquanto outra porção só pode ser sacada após a conclusão do ensino médio – mecanismo pensado para estimular a permanência na escola até o final do ciclo.

Ao longo de três anos, o estudante que cumprir todas as exigências pode acumular até R$ 9.000, distribuídos da seguinte forma:

  • Incentivo-Matrícula: R$ 200 pagos no início de cada ano letivo (total de R$ 600).
  • Incentivo-Frequência: R$ 1.800 anuais divididos em nove parcelas mensais de R$ 200 (total de R$ 5.400).
  • Incentivo-Conclusão: R$ 1.000 ao término de cada série, valor retido até a certificação; ao final dos três anos, soma de R$ 3.000.
  • Incentivo-Enem: R$ 200, parcela única, para quem faz o Exame Nacional do Ensino Médio no último ano.

Na modalidade EJA, os depósitos seguem o mesmo princípio, porém com ajuste no número de parcelas: no primeiro semestre de 2026, por exemplo, os estudantes recebem quatro liberações de R$ 225, totalizando R$ 900 de Incentivo-Frequência.

Critérios de elegibilidade

O benefício atende exclusivamente famílias registradas no Cadastro Único até 7 de fevereiro de 2025, com renda per capita de até meio salário mínimo. Além disso, o aluno deve:

  • Ter entre 14 e 24 anos (ensino médio regular) ou 19 a 24 anos (EJA).
  • Estar matriculado e com frequência mínima de 80% nas aulas a cada mês.
  • Possuir CPF regularizado.
  • Ser aprovado ao término do ano letivo.
  • Realizar a prova do Enem na 3ª série ou equivalente.

O descumprimento de qualquer requisito bloqueia a parcela correspondente. Valores retidos podem ser recuperados quando a pendência é resolvida dentro do mesmo ano letivo, mas perdas são definitivas se a situação não for regularizada.

Calendário de maio: datas e valores

Em maio não há pagamento de matrícula nem liberação de conclusão; somente o Incentivo-Frequência está previsto. Os cronogramas são escalonados de acordo com o mês de adesão:

  • Estudantes que ingressaram em fevereiro: 1ª a 4 de maio – terceira parcela de R$ 200.
  • Estudantes que ingressaram em março: 25 de maio a 1º de junho – terceira parcela de R$ 200.
  • EJA: 25 de maio a 1º de junho – terceira de quatro parcelas semestrais de R$ 225.

Os depósitos ocorrem automaticamente na conta poupança social digital em nome do estudante. O acesso é feito pelo aplicativo Caixa Tem, que permite movimentar até R$ 1.200 ao mês por meio de Pix, cartão virtual ou saques sem cartão em caixas eletrônicos.

Próximas etapas ao longo do ano

O cronograma nacional prevê mais seis parcelas mensais de Incentivo-Frequência até dezembro. Em janeiro de 2027, os alunos que avançarem de série terão direito ao novo Incentivo-Matrícula, enquanto aqueles que terminarem o 3º ano poderão retirar, de uma só vez, todo o montante retido pelas parcelas de conclusão e pelo bônus do Enem – desde que comprovem a finalização do curso.

Segundo o Ministério da Educação, mais de 2,5 milhões de estudantes já estão habilitados. A pasta estima injetar cerca de R$ 7 bilhões no programa em 2026, verba prevista no orçamento federal e administrada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

A pasta reforça que o Pé-de-Meia complementa outras políticas, como o Bolsa Família, mas não interfere no cálculo desses benefícios. Caso o aluno perca a condição de baixa renda, os pagamentos são mantidos até o fim do ano letivo; a exclusão só ocorre no ciclo seguinte se o critério continuar descumprido.

Para dúvidas, a orientação é procurar a secretaria de educação do estado ou município onde o estudante está matriculado. Informações também estão disponíveis na Central de Atendimento do MEC (0800-616161) e no site gov.br.

Conclusão – Com as novas liberações de maio, o Pé-de-Meia avança na sua proposta de garantir renda imediata e poupança futura a quem permanece na escola. O calendário segue até o fim do ano, sempre condicionado à frequência regular e ao desempenho do estudante, pilares considerados fundamentais pelo governo para reduzir a evasão e ampliar a conclusão do ensino médio no Brasil.