Rio de Janeiro, 1º de maio de 2026 – A Petrobras iniciou hoje, sexta-feira, a produção da plataforma P-79 no campo de Búzios, na porção pré-sal da Bacia de Santos, antecipando o cronograma originalmente traçado para o período 2026-2030; a unidade amplia a capacidade instalada da área para cerca de 1,33 milhão de barris de petróleo por dia e reforça a meta de crescimento da companhia.
Oitava FPSO de Búzios acrescenta 180 mil barris diários
A P-79 é a oitava unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência (FPSO) a operar no maior campo em reservas provadas do país. Com capacidade nominal de 180 mil barris de óleo por dia e compressão de 7,2 milhões de metros cúbicos de gás natural ao dia, a nova plataforma eleva substancialmente o potencial de extração do projeto.
No desenho completo, Búzios comportará 12 FPSOs. Ao superar, em 2025, a marca de 1 milhão de barris diários, o campo confirmou a condição de principal ativo de produção da estatal. Agora, com a P-79, essa posição é fortalecida.
Interligação ao gasoduto Rota 3 expande oferta de gás no continente
Além do petróleo, a plataforma viabiliza a exportação de gás associado para terra firme. Por meio da conexão ao gasoduto Rota 3, a operação pode adicionar até 3 milhões de m³/dia ao mercado brasileiro. Esse fluxo contribui para diversificar a matriz de suprimento de gás natural, reduzindo gargalos em regiões industriais e termelétricas.
O gasoduto, planejado para escoar volumes do pré-sal em direção ao polo petroquímico de Itaboraí (RJ), integra a estratégia nacional de aumentar a disponibilidade de gás como fonte de transição energética e insumo para fertilizantes, siderurgia e geração elétrica.
Consórcio reúne Petrobras e companhias chinesas
O desenvolvimento de Búzios ocorre em regime de partilha de produção. O consórcio responsável reúne: Petrobras (operadora), CNOOC, CNODC e a PPSA, gestora dos contratos em nome da União. Cada parceiro participa nos investimentos e recebe parcela do excedente em óleo conforme os termos estabelecidos pelo governo federal.
Dentro desse arranjo, a Petrobras lidera a execução técnica, definindo cronogramas, projetos de poços e contratação de unidades, como a P-79, cuja construção foi concluída no estaleiro Hanwha Ocean, na Coreia do Sul.
Construção, traslado e comissionamento sem escalas no Brasil
A P-79 deixou o estaleiro asiático em fevereiro e atracou diretamente no campo de Búzios, já com equipes de comissionamento embarcadas. Essa logística evitou parada intermediária em porto brasileiro, prática comum em outras campanhas, e acelerou a entrada em operação.
O casco é de projeto novo, incorpora sistemas de redução de emissões – como recuperação de gás de flare e geração de energia mais eficiente – e abriga equipamentos capazes de sustentar pressões e vazões elevadas típicas dos reservatórios de Búzios.
Imagem: Internet
No total serão 14 poços conectados à P-79: oito produtores e seis injetores, todos com completação inteligente, permitindo ajustes de fluxo em tempo real. A interligação utiliza dutos rígidos para óleo, água e gás, além de linhas flexíveis de serviço.
Números recentes reforçam ritmo de crescimento da produção
O início antecipado da P-79 acompanha a sequência de recordes divulgados na prévia operacional do 1º trimestre de 2026. Entre janeiro e março, a Petrobras registrou produção média de 3,225 milhões de barris de óleo equivalente por dia, avanço de 16,1% em um ano.
Somente no pré-sal, a extração alcançou 2,189 milhões de barris de petróleo por dia, crescimento de 17,8% sobre igual período de 2025. Esses resultados refletem a entrada em serviço de novas plataformas e a continuidade de projetos de revitalização em campos maduros.
Próximos passos no desenvolvimento de Búzios
Com oito unidades em operação, Búzios ainda aguarda a conclusão de mais quatro FPSOs previstas para os próximos anos, todas já contratadas. O objetivo é ultrapassar 2 milhões de barris diários de capacidade no final da década, mantendo o campo como principal motor de geração de caixa da estatal.
Além de incrementar a produção, as novas plataformas serão alavancas para reduzir a intensidade de carbono da carteira de ativos, pois contam com tecnologias que limitam a queima de gás residual e maximizam a reinjeção de CO2 nos reservatórios.
Com a P-79 operando antes do prazo, a Petrobras reforça sua credibilidade em execução de projetos de grande porte e sustenta o planejamento de curto e médio prazos apresentado ao mercado.




