Mudança de Rumo: Thiago Salomão abandona renda passiva, aposta em crescimento e libera carteira automatizada de ETFs

Thiago Salomão, jornalista especializado em mercado financeiro e atual CEO do Market Makers, anunciou uma reestruturação profunda em seu portfólio: sai o foco em renda passiva e entra uma estratégia voltada à multiplicação de capital no longo prazo. A alteração, que será detalhada em uma live em 27 de maio, virá acompanhada de uma solução de automação que permitirá a investidores replicarem, em tempo real, cada movimentação realizada pelo analista.

Trajetória de quase 20 anos explica a autoridade por trás da decisão

Formado em jornalismo, Thiago Salomão iniciou a carreira cobrindo o segmento de ações em 2009. O período coincidiu com a fase de expansão da Bolsa brasileira e proporcionou contato direto com gestores, economistas e estrategistas de renome. Após ocupar a função de editor-chefe em veículos de finanças, o profissional investiu seis anos para obter as certificações de analista, concluídas em 2016.

A consolidação do projeto Market Makers em 2022 trouxe outro marco: o podcast passou a reunir entrevistas com executivos de grandes companhias listadas e, segundo a plataforma, alcança atualmente 7 milhões de ouvintes mensais. O passo mais recente, portanto, é derivar esse alcance para um serviço de carteira automatizada, conectando conteúdo e execução.

Racional da virada: de renda recorrente a crescimento de capital

Até aqui, parte relevante dos investimentos de Salomão estava alocada em ativos que geravam distribuição periódica de proventos. Um diálogo com um consultor independente, porém, reformulou o horizonte: “quem ainda está na fase ativa da carreira tende a se beneficiar mais de ganhos exponenciais do que de fluxo de caixa frequente”.

A análise considera o período provável até a aposentadoria e a diferença de retorno entre estratégias de dividend yield e de crescimento composto. Estudos da própria B3 mostram que carteiras baseadas em maior reinvestimento de lucros históricos apresentam, no recorte de dez anos, variação superior a índices de renda passiva em até 30 p.p.. Esse intervalo coincide com o horizonte temporal projetado por Salomão.

O plano prevê migração futura para fluxo de rendimentos quando a fase laboral chegar ao fim, preservando a filosofia de gestão de risco ao longo do ciclo financeiro do investidor.

Automação via ETFs: funcionamento, vantagens e datas-chave

A carteira a ser disponibilizada será composta por ETFs (fundos de índice), negociados no pregão da B3. O modelo permitirá atualização instantânea a cada rebalanceamento efetuado pelo analista, garantindo réplica proporcional nos portfolios conectados. Entre os benefícios apontados estão:

  • Liquidez intradiária: as cotas podem ser compradas ou vendidas durante o horário de negociação regular, em condições similares às das ações.
  • Custos reduzidos: dados da B3 indicam taxas de administração inferiores às de fundos de ações tradicionais, favorecendo o rendimento líquido.
  • Diversificação imediata: uma única cota oferece exposição a dezenas de papéis, mitigando risco de concentração.

O cronograma divulgado apresenta três marcos:

  1. 27 de maio, 19h: transmissão ao vivo com detalhes da carteira, metodologia de seleção de ativos e políticas de atualização.
  2. Disponibilização gratuita do e-book “Investimentos em Renda vs. Crescimento com ETFs”, liberado no ato do cadastro.
  3. Início da automação logo após a live, permitindo aos interessados aderir sem taxa de entrada ou período de carência.

Impactos potenciais para investidores de perfil semelhante

Segundo o Market Makers, mais de 40 mil pessoas já demonstraram interesse prévio em acompanhar a alocação sugerida por Salomão. O volume destaca a demanda por soluções que combinem curadoria profissional a processo automatizado de execução.

Especialistas consultados apontam que a adesão massiva pode reforçar liquidez nos ETFs selecionados e, indiretamente, contribuir para expansão do segmento na B3. Em 2025, o estoque financeiro desses veículos somou R$ 48 bilhões, crescimento de 32 % em relação ao ano anterior; a expectativa é de aceleração caso novos grupos adotem a estrutura.

Conclusão Técnica

A reorientação estratégica de Thiago Salomão reflete uma tendência observada em investidores que ainda se encontram na fase de acumulação de patrimônio: priorizar crescimento de capital sobre geração de renda imediata. A distribuição de uma carteira automatizada de ETFs tende a facilitar a execução dessa abordagem para um público ampliado, reduzindo barreiras operacionais e de conhecimento. Os próximos passos incluem a live de 27 de maio, o lançamento oficial do produto e a avaliação contínua do desempenho frente a benchmarks de mercado, etapa que deverá nortear ajustes futuros sem comprometer a premissa de valorização de longo prazo.