Mayk Leão, influenciador digital com forte presença no Instagram, registrou luzes não identificadas sobre sua propriedade rural em Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba, e relatou sequência de sons incomuns vindos da mata adjacente, intensificando especulações sobre um possível Objeto Voador Não Identificado (OVNI).
Registro das luzes e relatos subsequentes
Na noite de 22 de junho, câmeras de celular operadas por Mayk Leão captaram feixes luminosos de coloração esbranquiçada movendo-se de forma errática a altitude estimada de 300 a 500 metros acima da área rural. A gravação, publicada em sequência de stories, somou mais de 1,4 milhão de visualizações em 24 horas. Segundo o influenciador, aproximadamente 15 minutos após o avistamento, ruídos metálicos intermitentes ecoaram na vegetação localizada a 60 metros de sua residência principal. O relator descreveu a intensidade sonora como “compatível a batidas em objeto oco”, sem localizar a origem exata. O episódio gerou a frase que viralizou nas redes: “Tinha algo aqui.”
Animais de pequeno porte — cabras, galinhas e dois cães de guarda — teriam apresentado alterações comportamentais, incluindo agitação, latidos contínuos e tentativa de fuga do cercado. O influenciador não registrou imagens desses comportamentos, mas relatou temporalidade coincidente com as luzes e os sons.
Repercussão nas redes sociais e impactos técnicos
O material publicado ativou amplo engajamento entre os 1,2 milhão de seguidores de Mayk Leão, desencadeando 38 mil comentários e múltiplas teorias. Após a repercussão, o criador de conteúdo indicou instabilidade no perfil: desaparecimento parcial de stories, redução de alcance e falhas de carregamento. Relatórios independentes de usuários confirmaram tela preta em clipes específicos por período de até 40 minutos. A plataforma não emitiu posicionamento sobre possível correlação entre o caso e as falhas.
Especialistas em segurança digital apontam que a remoção ou falha de vídeos pode decorrer de processos automatizados de verificação de direitos autorais, picos de tráfego ou atualizações de servidores. Não há, até o momento, evidência técnica que relacione o conteúdo sobre OVNIs a algum tipo de restrição direcionada.
Imagem: k Leão
Contexto histórico de avistamentos no Brasil e protocolos oficiais
Arquivos do Comando da Aeronáutica — disponibilizados pelo Arquivo Nacional desde 2009 — registram mais de 700 relatos de objetos aéreos não identificados entre 1952 e 2016. O caso de maior relevância recente, conhecido como Noite Oficial dos OVNIs, ocorreu em 1986, quando radares civis e militares detectaram dezenas de alvos simultâneos sobre o Sudeste. Protocolos atuais estabelecem que ocorrências devem ser reportadas ao Centre of Air Defence and Air Traffic Control, que repassa informações à Divisão de Inteligência. Entretanto, avistamentos captados apenas por civis, como o episódio em Campo Largo, raramente recebem perícia formal.
Em âmbito internacional, a National Aeronautics and Space Administration (NASA) publica desde 2022 um estudo independente sobre fenômenos aéreos não identificados, estimulando discussão global. A ausência de dados físicos — amostras de solo, registros de radar ou sensores multispectrais — limita análises conclusivas de casos como o de Mayk Leão.
Conclusão Técnica
O suposto avistamento de luzes anômalas somado a sons incomuns e alterações comportamentais de animais em Campo Largo mantém-se, até o momento, sem validação oficial. Enquanto não há laudo de órgãos aeronáuticos, registros de radar ou investigações científicas in loco, o episódio permanece classificado como relato civil de fenômeno aéreo não identificado. O influenciador continua a publicar atualizações, e possíveis próximos passos incluem solicitação de análise pericial independente, revisão de metadados das gravações e coleta de depoimentos adicionais de moradores da região.




