LATAM expande rota Londrina–Congonhas e adiciona 15,9 mil assentos até outubro

A LATAM anunciou a ampliação gradual dos voos entre Londrina (LDB) e o Aeroporto de Congonhas (CGH), em São Paulo, elevando a frequência semanal de sete para até 12 operações entre setembro e outubro de 2026, o que representa a inclusão de aproximadamente 15,9 mil novos assentos no mercado.

Escalonamento das frequências e capacidade adicional

A malha regular, historicamente composta por sete decolagens semanais, passou a contar com nove voos já em junho. A companhia programou a elevação para dez frequências em agosto e, na etapa final do cronograma, alcançará 12 operações por semana durante setembro e outubro. Segundo projeções internas, cada incremento gradual adiciona em média 2,6 mil assentos mensais, totalizando 15,9 mil lugares extras ao término do período.

A aeronave predominantemente empregada na rota é o Airbus A319, configurado para 144 passageiros. O ajuste de capacidade atende ao avanço da demanda identificado nos relatórios de Revenue Management do grupo.

Relevância da rota para o eixo corporativo e turístico

O Aeroporto de Congonhas é reconhecido como o principal terminal de negócios do país, concentrando viagens de curta duração e conexões executivas. Para Londrina, cidade que responde por um Produto Interno Bruto de R$ 25,9 bilhões segundo o IBGE, o acréscimo de voos amplia a competitividade da região no setor de serviços, saúde e agronegócio, reduzindo janelas de conexão e otimizando a agenda de passageiros corporativos.

Turistas também se beneficiam do novo desenho operacional. A ampliação oferece mais opções de horários para quem busca lazer em São Paulo ou pretende utilizar Congonhas como porta de entrada para destinos de praia e serras paulistas, tradicionalmente servidos por conexões rodoviárias a partir do terminal.

Integração da malha regional e hubs estratégicos

Além do enlace com Congonhas, a LATAM mantém voos diretos de Londrina para o Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU), hub que concentra cerca de 50 destinos domésticos e 25 internacionais operados pelo grupo. Esse arranjo multiplica possibilidades de conexão para capitais brasileiras, América do Sul, América do Norte e Europa.

No Paraná, a companhia também opera em Curitiba, Foz do Iguaçu e Maringá. A presença em quatro aeroportos paranaenses reforça a estratégia de capilaridade regional, permitindo sinergias logísticas e otimização de frota, sobretudo em períodos de pico como feriados nacionais e alta temporada de férias.

Estrategia corporativa e perspectivas de mercado

De acordo com Aline Mafra, diretora de Vendas e Marketing da LATAM Brasil, a expansão em Londrina consolida o “compromisso de investir continuamente na conectividade do Paraná”. A executiva cita estudos de demanda que apontam crescimento de duplo dígito na procura por viagens aéreas na macrorregião norte do estado entre 2023 e 2025.

No cenário doméstico, a empresa mantém o foco em rotas de alta densidade e curta distância (categoria shuttle), nas quais a utilização de aeroportos convenientes reduz tempo porta a porta para o passageiro. Congonhas, operando com limite máximo de 34 movimentos por hora, oferece índices de ocupação superiores a 90%, fator que justifica a alocação de capacidade adicional quando slots se tornam disponíveis.

Analistas de aviação observam que o incremento de frequências pode pressionar a concorrência em tarifas na rota, atualmente disputada também por outras companhias. Entretanto, o efeito tende a ser compensado pelo aumento global de passageiros, mantendo rentabilidade por meio de receitas auxiliares e programas de fidelidade.

Conclusão técnica

Com a progressão para 12 voos semanais até outubro, a LATAM solidifica sua posição na ligação Londrina–Congonhas, respondendo de forma calibrada ao crescimento da demanda regional e fortalecendo a malha que conecta o interior paranaense ao principal terminal corporativo do país. A companhia acompanhará indicadores de ocupação e receita por assento-quilômetro para avaliar eventuais ajustes pós-outubro, mantendo a estratégia de flexibilidade operacional diante de variações de mercado.