Impulsionado pelo programa Investe+ Aeroportos, o Aeroporto Internacional de Brasília terá, até 15 de setembro de 2026, um complexo multifuncional de R$ 1,1 bilhão que reunirá shopping center, seis salas de cinema, piscina de ondas e centro de distribuição logística, ampliando serviços e receitas não aeronáuticas no principal terminal do Centro-Oeste.
Dimensões e atrações do novo shopping
Situado a menos de 500 metros do saguão de passageiros, o empreendimento ocupará 60 mil m² de área construída. O projeto prevê mais de 130 lojas, praça de alimentação, dez restaurantes e uma academia de 3 mil m². O cinema contará com seis salas, sendo quatro no formato VIP, e uma supertela ao ar livre destinada a pré-estreias e eventos temáticos.
Principal destaque de entretenimento, o clube aquático inclui uma piscina de ondas estimada em R$ 450 milhões. De acordo com o vice-presidente da concessionária Inframerica, Juan Horacio Djedjeian, a proposta é oferecer “uma experiência aberta e diferenciada dos shoppings tradicionais”, estimulando a permanência de passageiros e moradores do Distrito Federal.
As obras já mobilizam cerca de 650 trabalhadores e deverão criar aproximadamente 2 mil empregos diretos quando a operação comercial for inaugurada.
Reflexos logísticos e impacto econômico regional
Além do segmento de varejo e lazer, o plano de expansão contempla um Centro de Distribuição Logística orçado em R$ 35 milhões. A instalação atuará como hub de carga para o Distrito Federal e estados vizinhos, reforçando o papel estratégico do aeroporto na malha de transporte do Centro-Oeste.
Dados do Ministério de Portos e Aeroportos indicam que aproximadamente 60 % da receita atual dos aeroportos brasileiros deriva de atividades comerciais não relacionadas ao embarque. O aumento dessa participação financeira tende a equilibrar contratos de concessão e, segundo analistas do setor, pode reduzir pressões sobre tarifas de embarque e preços de passagens aéreas.
Estudos preliminares encomendados pela Inframerica estimam que o fluxo anual de visitantes às novas instalações possa superar 8 milhões de pessoas, considerando passageiros em conexão, moradores da capital federal e turistas atraídos pelos serviços de entretenimento.
Imagem: Internet
Tendência internacional e compromissos sustentáveis
A transformação segue o padrão observado em grandes hubs globais, onde terminais se consolidam como centros de convivência. Exemplos notáveis incluem Changi (Cingapura) e Schiphol (Amsterdã), que combinam varejo, cultura e lazer para prolongar a permanência dos usuários e diversificar fontes de receita.
Em Brasília, a concessionária projeta um viveiro com três mil mudas de espécies nativas do Cerrado. A iniciativa integra o paisagismo do complexo e reforça compromissos de responsabilidade ambiental. Adicionalmente, sistemas de captação de água de chuva e painéis fotovoltaicos deverão alimentar parte das operações, reduzindo a dependência da rede elétrica convencional.
O cronograma executivo destaca marcos como conclusão da estrutura metálica do shopping em dezembro de 2024, instalação da cobertura do clube aquático em maio de 2025 e testes operacionais do centro logístico a partir de março de 2026.
Conclusão Técnica
Com aporte de R$ 1,1 bilhão e inauguração prevista para 15 de setembro de 2026, o Aeroporto Internacional de Brasília avança para um modelo multifuncional que combina varejo, lazer e logística. A expectativa é gerar cerca de 2 mil empregos diretos, ampliar receitas não aeronáuticas e alinhar o terminal às práticas de hubs internacionais. Até a conclusão das obras, os próximos passos envolvem finalizar estruturas civis, instalar sistemas de energia renovável e certificar operações comerciais e de carga junto às autoridades competentes.




