O Conselho Internacional de Aeroportos (ACI) divulgou o ranking de 2025 que posiciona o Aeroporto Internacional Hartsfield-Jackson de Atlanta na liderança global, com 106,3 milhões de passageiros, seguido por Dubai e Haneda; a lista revela a retomada do tráfego internacional e a crescente participação de hubs asiáticos na conectividade aérea mundial.
Panorama global do tráfego de passageiros em 2025
O levantamento anual do ACI compila dados de volume total de passageiros, operações de aeronaves e carga, apresentando um retrato fiel da recuperação pós-pandemia. Em 2025, o fluxo mundial ultrapassou 4 bilhões de viajantes, impulsionado pela reabertura de fronteiras, pela normalização de rotas corporativas e pelo avanço do turismo de lazer.
A predominância de hubs norte-americanos e do Oriente Médio permanece evidente, mas a Ásia retoma participação graças à flexibilização das restrições sanitárias e ao rápido crescimento das economias regionais. A seguir, a relação com os 10 aeroportos mais movimentados:
1. Atlanta (ATL) — 106,3 milhões
2. Dubai (DXB) — 95,1 milhões
3. Tóquio-Haneda (HND) — 91,6 milhões
4. Dallas/Fort Worth (DFW) — 85,6 milhões
5. Xangai Pudong (PVG) — 84,9 milhões
6. Chicago O’Hare (ORD) — 84,8 milhões
7. Londres Heathrow (LHR) — 84,4 milhões
8. Istambul (IST) — 84,4 milhões
9. Guangzhou Baiyun (CAN) — 83,5 milhões
10. Denver (DEN) — 82,4 milhões
Atlanta reafirma supremacia na malha norte-americana
Com a maior rede de conexões domésticas dos Estados Unidos, o Hartsfield-Jackson mantém a primeira posição pelo terceiro ano consecutivo. Fatores determinantes incluem:
• Geografia estratégica que permite escalas eficientes entre costões leste e oeste.
• Presença consolidada de companhias de grande porte, aumentando a frequência de voos.
• Investimentos contínuos em infraestrutura de terminais e pistas, reduzindo tempos de conexão.
O desempenho robusto reforça a relevância do mercado doméstico dos EUA, que responde por aproximadamente 60 % da movimentação total do aeroporto.
Ascensão asiática impulsionada pela retomada internacional
Três hubs da China e do Japão figuram no top 10, evidenciando a reativação das viagens no continente:
• Tóquio-Haneda recuperou turistas de negócios com a reabertura gradual do arquipélago.
• Xangai Pudong avançou posições mediante novos acordos bilaterais que ampliaram frequências para a Europa e a América do Norte.
• Guangzhou Baiyun retornou ao ranking após modernização de terminais e captação de rotas de companhias de baixo custo.
Imagem: descobrir novos restaurantes
Enquanto isso, o Aeroporto Internacional de Dubai preservou a liderança em tráfego internacional ao receber 95,1 milhões de viajantes, apoiado por políticas de visto facilitado e pela expansão de companhias do Golfo.
Operações de aeronaves e carga aérea: liderança de Chicago e Hong Kong
No quesito pousos e decolagens, Chicago O’Hare assumiu a primeira posição global, sinalizando alta eficiência operacional e capilaridade de destinos. O ranking operacional é seguido por Atlanta e por Dallas/Fort Worth, reforçando a supremacia da aviação norte-americana em frequências.
Em carga aérea, o Aeroporto Internacional de Hong Kong manteve a dianteira, beneficiado pelo aumento do comércio eletrônico transfronteiriço e pela integração logística com o delta do Rio das Pérolas. A infraestrutura dedicada a cargas especiais, como produtos farmacêuticos e componentes eletrônicos, sustenta o crescimento anual constante.
Perspectivas e próximos passos do setor
A tendência de recuperação acelerada sugere que o volume global pode ultrapassar os patamares de 2019 já em 2026, caso se mantenham estáveis os preços do combustível e os índices de confiança do consumidor. Companhias aéreas planejam novas rotas intercontinentais, sobretudo entre Ásia e Oriente Médio, enquanto aeroportos investem em tecnologias de automação, biometrias e expansão de terminais para atender à demanda projetada.
O acompanhamento dos indicadores de passageiros, aeronaves e carga continuará a orientar decisões de governos, operadores aeroportuários e linhas aéreas sobre alocação de slots, infraestrutura crítica e acordos de serviços aéreos. A partir das métricas de 2025, espera-se intensificação da competição entre hubs asiáticos e europeus por rotas de longa distância, além da consolidação de modelos de negócios híbridos que combinem operações regulares e serviços de carga premium.
Com essas variáveis em movimento, a próxima atualização do ACI deverá confirmar se a liderança de Atlanta permanecerá inabalável ou se novos investimentos em megaterminais asiáticos alterarão o equilíbrio global de tráfego.




