Treze jogadores da Seleção Brasileira convocados para a Copa do Mundo de 2026 não aparecem no Álbum Oficial de Figurinhas, situação que pressiona a editora responsável por atualizações e movimenta soluções alternativas entre colecionadores.
Cronologia da convocação e lacunas no álbum
O anúncio da lista final de convocados foi realizado pelo técnico Carlo Ancelotti no dia 18 de maio de 2026. A confirmação incluiu atletas fora do elenco impresso meses antes pela Panini, cuja produção precisa ocorrer com antecedência para distribuição global.
Os nomes ausentes somam 13 jogadores distribuídos em todas as posições:
- Neymar Jr. (Santos) – atacante, 34 anos, terceira Copa.
- Endrick (Real Madrid) – atacante, 19 anos, estreia em Copas.
- Ederson (Fenerbahçe) – goleiro, terceira participação.
- Weverton (Grêmio) – goleiro, 38 anos, retorno após 2018.
- Alex Sandro (Flamengo) – lateral, 43 jogos pela seleção.
- Bremer (Juventus) – zagueiro, segunda Copa.
- Douglas Santos (Zenit) – lateral, ouro olímpico em 2016.
- Ibañez (Al-Ahli) – zagueiro, revelado pelo Fluminense.
- Léo Pereira (Flamengo) – zagueiro, estreia em Mundiais.
- Danilo Santos (Botafogo) – meio-campista, 25 anos.
- Fabinho (Al-Ittihad) – volante, segunda Copa.
- Igor Thiago (Brentford) – atacante, 24 anos, destaque na Premier League.
- Rayan (Bournemouth) – atacante, 19 anos, mais jovem do elenco.
A editora declarou a intenção de lançar pacotes de atualização, mas não forneceu calendário oficial. Enquanto isso, o vácuo editorial mantém brecha entre a realidade dos gramados e o conteúdo impresso.
Impacto econômico e soluções dos colecionadores
A ausência de atletas de alto apelo, como Neymar e Endrick, cria desequilíbrio de demanda. Estimativas de lojistas especializados indicam aumento de até 35 % nas vendas de figurinhas não oficiais nas duas semanas seguintes à convocação.
Colecionadores adotam três estratégias principais para preencher o álbum:
- Figurinhas artesanais: impressões caseiras ou encomendas em gráficas rápidas, com custo médio de R$ 5,00 por unidade.
- Mercado paralelo online: vendedores em plataformas de marketplace oferecem versões não licenciadas com tiragens limitadas, variando de R$ 15,00 a R$ 40,00 por peça, dependendo do atleta.
- Reaproveitamento de edições antigas: torcedores recortam imagens de coleções passadas e adaptam ao layout atual, solução comum para jogadores presentes em copas anteriores, como Neymar 2014.
Especialistas em memorabilia destacam que a procura por itens raros se intensifica a cada discrepância entre elenco oficial e álbum. Em 2022, a figurinha de Philippe Coutinho — impresso, porém ausente no Catar — alcançou valorização de 120 % em leilões virtuais.
Imagem: Ancelotti
Histórico de divergências entre álbum e Copa
O primeiro registro de diferenças marcantes remonta ao torneio de 1970, quando mudanças de última hora nas seleções não puderam ser replicadas a tempo na tiragem física. Desde então, a cada edição permanecem casos isolados, mas a Copa de 2026 apresenta um dos maiores volumes de omissões já contabilizados.
Principais exemplos do passado recente:
- 2014: Radamel Falcao sofreu lesão anterior ao Mundial; figurinha manteve-se no álbum.
- 2018: Sergio Romero cortado por contusão, mas presente na versão argentina.
- 2022: Philippe Coutinho não foi convocado após lesão na coxa, figurinha permaneceu rara.
Analistas apontam que o avanço de plataformas digitais permite atualizações em tempo real nos aplicativos oficiais da competição. Contudo, o colecionismo físico mantém relevância cultural e econômica, preservando o ritual de troca e completude do álbum impresso.
Conclusão Técnica
A Copa do Mundo de 2026 consolida um descompasso recorde entre elenco confirmado e o material colecionável disponível no mercado. Com 13 atletas da Seleção Brasileira ausentes no Álbum Oficial, cresce a procura por soluções paralelas e pressiona a editora a acelerar lotes suplementares. Até a distribuição de eventuais pacotes de atualização, a tendência é de valorização continuada das versões não licenciadas, especialmente de jogadores de alta visibilidade. O cenário reforça a necessidade de integração logística mais ágil entre federações, patrocinadores e produtores de conteúdo impresso para edições futuras.




