LATAM amplia para cinco voos diretos semanais a rota Santiago–Auckland no verão 2026/27

A LATAM Airlines confirmou que operará cinco voos diretos semanais entre Santiago (SCL) e Auckland (AKL) durante a temporada de verão 2026/27, ajustando sua malha ao concentrar a oferta no mercado Chile–Nova Zelândia e suspendendo a tradicional extensão até Sydney (SYD).

Ajuste estratégico na ligação América do Sul–Oceania

O anúncio integra a atualização de rede divulgada pela companhia para o próximo verão hemisférico. Atualmente, no inverno 2026, a LATAM mantém três frequências semanais sem escala entre SCL e AKL. Com o novo cronograma, a oferta cresce 66%, alcançando cinco operações por semana. O modelo contrasta com a temporada de verão anterior, quando a empresa chegou a operar até seis voos semanais em um trajeto triangular SCL–AKL–SYD. A decisão de eliminar a perna até a Austrália simplifica a rota, reduz o tempo total de viagem e foca na demanda point-to-point entre Chile e Nova Zelândia.

Segundo analistas de mercado, a triangulação histórica exigia um slot adicional em Sydney e aumentava custos operacionais, fatores mitigados ao optar pelo serviço non-stop. A concentração de capacidade nessa origem e destino deve fortalecer a competitividade da companhia frente aos acordos de codeshare existentes entre transportadoras australianas e neozelandesas.

Detalhamento operacional e frota designada

O serviço permanecerá sob os números tradicionais LA801 (SCL → AKL) e LA800 (AKL → SCL). O cronograma divulgado apresenta a seguinte distribuição, em horário local:

LA801 – SCL → AKL
Frequências: quintas, sextas, sábados, domingos e segundas-feiras
Partida: 13h00
Chegada: 18h40 (+1)

LA800 – AKL → SCL
Frequências: sextas, sábados, domingos, segundas e terças-feiras
Partida: 20h00
Chegada: 13h55

A malha utilizará duas variantes do Boeing 787. O 787-8 voará nas saídas de sexta-feira e domingo, enquanto o 787-9 estará alocado às partidas de segunda, quarta e quinta-feira. Ambas as aeronaves contam com cabine configurada em duas classes (Business e Econômica) e autonomia superior a 13 mil km, suficiente para cobrir os 9.700 km que separam as capitais chilena e neozelandesa.

Em termos de assentos, a configuração típica de 247 lugares do 787-8 e de 300 lugares do 787-9 possibilita uma capacidade semanal estimada em aproximadamente 1.400 poltronas por sentido, considerando a escala completa de cinco frequências.

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Conectividade para o mercado brasileiro e sinergias de hub

O hub de Santiago continua a ser o principal ponto de concentração de tráfego sul-americano da LATAM rumo à Oceania. Passageiros provenientes do Brasil têm à disposição conexões de curta janela operadas pelo grupo LATAM a partir de São Paulo/GRU, Rio de Janeiro/GIG, Brasília/BSB, Florianópolis/FLN, Porto Alegre/POA, Recife/REC e Fortaleza/FOR. O desenho preserva a competitividade da empresa no fluxo Brasil–Nova Zelândia, mercado que anteriormente dependia de escalas adicionais em Sydney ou Doha.

Além das origens brasileiras, o voo alimenta itinerários de conexão para Mendoza, Lima e Bogotá, proporcionando alternativas de travel corridor intra-Américas e Pacífico Sul. A companhia utiliza o modelo de banco de conexões sincronizado, no qual as chegadas matinais de voos regionais convergem para a partida do LA801, reduzindo o tempo total de viagem.

Análise de capacidade e tendências de demanda

Dados da Autoridade de Aviação Civil do Chile indicam que, em 2025, o tráfego originado em Santiago com destino final na Nova Zelândia superou 110 mil passageiros, registrando alta de 8,3 % sobre 2024. A retomada integral da malha pré-pandemia, combinada à recuperação do turismo neozelandês, sustenta a projeção de expansão para 2027. A política de entrada NZeTA — autorização eletrônica simplificada — tem sido um fator adicional de estímulo à demanda sul-americana.

No âmbito de carga, o segmento de produtos perecíveis, especialmente frutas chilenas e pescado, ocupa parte relevante do porão dos 787. O reforço de frequências no verão coincide com o pico de exportação de cerejas, item que, em 2025, respondeu por 22 % das remessas aéreas de Santiago para Auckland.

Conclusão técnica

O incremento para cinco voos semanais diretos consolida a LATAM como único operador a oferecer ligação non-stop entre América do Sul e Nova Zelândia. A simplificação da rota, a padronização de equipamentos widebody e a sinergia com o hub de Santiago posicionam a companhia para captar o crescimento previsto do tráfego de passageiros e carga entre as duas regiões. A malha permanecerá em constante avaliação, e ajustes adicionais de frequência ou reintegração da etapa até Sydney dependerão do desempenho de ocupação e dos acordos bilaterais que vierem a ser renegociados até o inverno 2027.