LATAM Airlines iniciará em 1º de junho de 2026 o primeiro voo sem escalas entre o Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU) e o Aeroporto de Bruxelas (BRU), estabelecendo uma ligação inédita entre Brasil e Bélgica com três frequências semanais que prometem reduzir o tempo total de viagem para aproximadamente 12 horas.
Expansão estratégica da malha internacional
Com a inclusão de Bruxelas, a companhia passa a oferecer 27 destinos fora do país e atinge a marca de dez ligações diretas do Brasil para a Europa, ampliando a relevância do hub de Guarulhos como principal porta de entrada e saída de passageiros internacionais. Além da capital belga, o portfólio europeu da transportadora já contempla Amsterdã, Barcelona, Frankfurt, Lisboa, Londres, Madri, Milão, Paris e Roma.
O movimento está alinhado à estratégia corporativa de reforçar a conectividade do mercado brasileiro, aproveitando a disponibilidade de aeronaves widebody de longo alcance e a crescente demanda por rotas que facilitem o acesso a centros políticos e econômicos da União Europeia.
Detalhes operacionais da nova rota
As decolagens do voo GRU–BRU ocorrerão às 18h10 das segundas, quartas e sábados, com pouso previsto na Bélgica às 10h50 do dia seguinte. No sentido inverso, as partidas de Bruxelas acontecerão às 13h10 de terças, quintas e domingos, chegando a São Paulo às 20h25 (horários locais).
A operação utilizará o Boeing 787-9, configurado para 300 passageiros, distribuídos em 270 assentos Economy e 30 assentos Premium Business. O modelo de fuselagem larga oferece maior eficiência no consumo de combustível e dispõe de porão capaz de transportar mais de 100 toneladas semanais de carga. Entre os itens com maior potencial de exportação e importação destacam-se produtos farmacêuticos, equipamentos de alto valor agregado e mercadorias perecíveis que exigem cadeia logística controlada.
Impulso econômico para comércio e turismo
Segundo Derick Barboza, diretor de Aeroportos da LATAM Brasil, a ligação direta fortalece a presença da companhia em mercados estratégicos europeus e cria novas oportunidades de negócios para exportadores brasileiros, especialmente nos segmentos de alimentos, cosméticos e fármacos. A conectividade aprimorada também simplifica o deslocamento de turistas para a Bélgica, país conhecido pela Grand-Place, seus museus de arte e a tradicional indústria de chocolates finos.
Imagem: Internet
Para o setor de turismo receptivo, a rota reduz a necessidade de conexões em grandes hubs continentais e pode alavancar o fluxo de visitantes europeus para destinos brasileiros. Economicamente, a expectativa é de incremento no volume de comércio bilateral, uma vez que Bruxelas sedia instituições-chave da União Europeia e concentra multinacionais de tecnologia, logística e ciências da vida.
Parcerias institucionais e cerimônia de lançamento
A inauguração da rota foi apresentada em evento no terminal de Guarulhos com executivos da companhia, autoridades aeroportuárias e representantes do Visit Brussels. A colaboração entre LATAM, GRU Airport e o órgão de promoção turística belga incluiu uma capacitação técnica para operadores brasileiros em 12 de maio, focada em produtos e atrativos do destino.
Durante a cerimônia, foram ressaltados os benefícios logísticos da nova operação e o alinhamento aos planos do aeroporto paulista de aumentar a oferta de rotas intercontinentais. O acordo de marketing cooperado busca estimular a divulgação do voo e criar pacotes específicos que combinem turismo cultural na Bélgica com extensões a outras cidades europeias mediante conexões ferroviárias de alta velocidade.
Conclusão técnica
A partir de junho de 2026, a LATAM ampliará a rede internacional ao conectar diretamente São Paulo a Bruxelas, reforçando o posicionamento de Guarulhos como hub latino-americano de escala europeia. Com aeronave de última geração, três frequências semanais e capacidade significativa de carga, a companhia projeta melhorar fluxos comerciais, turísticos e logísticos entre os dois continentes. Os bilhetes já estão disponíveis nos canais oficiais, e a consolidação da operação será monitorada com base na ocupação média e na performance de cargas ao longo dos primeiros trimestres de operação.




