Poupança ficou em 8%, mas estratégia que rendeu 73% volta a ser apresentada pela Empiricus

Quem? A casa de análise Empiricus, liderada pelo macroeconomista Matheus Spiess. O quê? Nova convocação para um evento on-line gratuito que detalha uma carteira com foco geopolítico. Onde? Internet, com inscrição prévia. Quando? Próxima segunda-feira, 4 de maio, às 19h. Por quê? Porque a empresa afirma ter obtido retorno de até 73% em 2025, quase dez vezes o rendimento da poupança, e quer orientar investidores diante de um cenário internacional volátil.

Maioria ainda concentra recursos na poupança

Levantamento Raio-X do Investidor, publicado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), mostra que 64% da população brasileira não aplica em nenhum produto financeiro. Entre os 36% que investem, a preferência absoluta continua sendo a caderneta de poupança: 22% dizem ter parte do dinheiro nela e 19% utilizam apenas essa modalidade para guardar recursos.

A atração pela poupança está ligada à simplicidade, à isenção de Imposto de Renda e à liquidez imediata. Contudo, o estudo reforça uma consequência direta desse comportamento: o país mantém grande parcela de patrimônio pessoal em um produto com remuneração modesta, deixando de capturar ganhos superiores disponíveis no mercado.

Poupança, CDI e a performance de 2025

Em 2025, a remuneração da poupança girou em torno de 8%. No mesmo período, aplicações atreladas ao CDI — que acompanha de perto a taxa básica Selic — renderam aproximadamente 14,3%, quase o dobro do juro pago pela caderneta.

A Empiricus divulga ter recomendado, na convocação anterior, uma carteira que chegou a 73% de retorno no ano passado. O resultado, se confirmado, equivale a:

  • quase 10 vezes o ganho da poupança;
  • mais de 5 vezes o desempenho dos títulos indexados ao CDI.

Segundo a casa de análise, o diferencial teria vindo da combinação entre ativos beneficiados pelo ciclo de juros locais, empresas exportadoras e posições ligadas a movimentos geopolíticos estratégicos.

Pressões geopolíticas moldam o novo convite

Guerras regionais, disputas comerciais e ciclos eleitorais de potências vêm alterando fluxos de capital desde 2020. A sequência de eventos inclui:

  • a pandemia de covid-19;
  • o conflito entre Rússia e Ucrânia;
  • a escalada tecnológica entre Estados Unidos e China, chamada por analistas de “segunda Guerra Fria”;
  • e, em 2026, a tensão no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Para o analista Matheus Spiess, tais mudanças provocam oscilações abruptas em moedas, juros e commodities, exigindo posicionamento dinâmico. “Ficar parado não é mais uma opção”, resume ele em comunicado enviado à imprensa.

Como funciona a convocação de 4 de maio

O evento será transmitido gratuitamente, on-line, a partir das 19h (horário de Brasília). Na ocasião, Spiess deve:

  • apresentar a metodologia utilizada em 2025, incluindo seleção de ativos internacionais e domésticos;
  • entregar um “kit geopolítico” com recomendações atualizadas para 2026;
  • explicar o passo a passo para quem pretende replicar a estratégia em contas de corretoras brasileiras.

De acordo com a Empiricus, a inscrição inicial não envolve pagamento nem obriga o participante a adquirir relatórios posteriores. O cadastro, entretanto, é obrigatório para receber o link de acesso.

Oportunidades e riscos para o investidor pessoa física

A disparidade entre poupança e outros instrumentos ressalta dois pontos:

  1. Custo de oportunidade: ao manter recursos em aplicações de rendimento baixo, o investidor abre mão de potenciais ganhos maiores.
  2. Necessidade de informação: mudanças econômicas e políticas exigem acompanhamento constante de dados e especialistas.

Nesse contexto, casas de análise proliferam oferecendo relatórios, cursos e encontros on-line. O sucesso de qualquer estratégia, porém, depende de fatores que vão além das recomendações: perfil de risco, disciplina de aporte e horizonte de tempo.

Cronologia dos fatos até o evento

2020-2023: pandemia impacta cadeias globais de produção e acelera estímulos monetários.

2022: invasão russa à Ucrânia eleva preços de energia e fertilizantes.

2023-2024: tensão comercial EUA-China intensifica subsídios a semicondutores e carros elétricos.

2025: estratégia divulgada pela Empiricus na convocação anterior registra até 73% de retorno, segundo dados internos.

2026, abril: recrudescimento de confrontos no Oriente Médio reacende volatilidade em petróleo e ouro.

2026, 4 de maio, 19h: Empiricus promove novo encontro digital, aberto ao público, para apresentar carteira ajustada ao cenário atual.

Como participar

O interessado deve preencher formulário disponível no site da Empiricus. Após a inscrição, receberá por e-mail as instruções de acesso. No dia e horário marcados, basta entrar na sala virtual para acompanhar a apresentação e baixar o material de apoio.

Embora a convocação sublinhe ganhos expressivos no passado, a própria empresa lembra que performance histórica não garante resultados futuros. A recomendação geral do mercado é diversificar, avaliar metas pessoais e, sempre que necessário, buscar orientação profissional regulada.

Com o panorama de rendimentos em mãos e ciente das incertezas globais, cabe ao investidor decidir se continuará na segurança limitada da poupança ou se aceitará o convite para conhecer alternativas potencialmente mais lucrativas — mas também mais sujeitas a risco.

Inscrições podem ser feitas até minutos antes do início da transmissão, sujeitas à capacidade da plataforma.

Reportagem produzida com base em dados do Raio-X do Investidor da Anbima e informações divulgadas pela Empiricus.