A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ordenou o recolhimento do lote LZ1 VAL200127 3 P 200126 da água mineral Crystal, fabricado em 20 de janeiro de 2026, após testes laboratoriais identificarem a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa; a maior parte das 370 mil garrafas de 500 ml foi distribuída ao Distrito Federal, que recebeu 230.443 unidades.
Análise laboratorial e identificação da bactéria
O alerta sanitário teve origem em uma coleta de rotina realizada pela Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa-DF), encaminhada para exame no Laboratório Central de Saúde Pública do DF (Lacen-DF). A análise constatou a presença de Pseudomonas aeruginosa, bactéria oportunista capaz de causar infecções em indivíduos imunocomprometidos. Diante do laudo, a Anvisa expediu resolução exigindo a suspensão imediata da comercialização, distribuição e uso do produto em todo o território nacional.
Segundo o relatório técnico, o problema foi delimitado ao lote específico LZ1 VAL200127 3 P 200126, cuja data de validade se estende até 20 de janeiro de 2027. A fabricante responsável é a Mineração Bom Jesus Ltda., sediada em Luziânia (GO) e integrante do sistema de engarrafamento da Coca-Cola.
Distribuição geográfica do lote contaminado
O rastreamento logístico revelou a seguinte divisão das 370.400 garrafas produzidas:
- Distrito Federal – 230.443 unidades
- São Paulo – 75.750 unidades
- Goiás – 66.768 unidades
- Tocantins – 1.439 unidades
A concentração de mais de 62 % do volume total na capital federal explica a prioridade dada às ações de inspeção em supermercados, atacarejos e pontos de venda do DF. Nos demais estados, as vigilâncias sanitárias locais receberam a orientação de isolar as remessas, comunicar distribuidores e monitorar eventuais queixas de consumidores.
Medidas regulatórias e posicionamento da empresa
A determinação da Anvisa inclui três frentes: recolhimento obrigatório do estoque existente, suspensão da comercialização do lote e abertura de investigação sanitária para apurar as causas da contaminação. A agência poderá aplicar sanções administrativas caso ocorram descumprimentos, com multas que variam de R$ 2.000 a R$ 1,5 milhão, conforme previsão da Lei 6.437/1977.
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Em nota oficial, a Mineração Bom Jesus Ltda. informou ter iniciado “processo interno de verificação das etapas produtivas, das linhas de envase e da cadeia de suprimentos”. A empresa declara não haver registros de reclamações formais de consumidores nos canais de atendimento e afirma cooperar com as autoridades, fornecendo documentos de rastreabilidade e participando de reuniões técnicas.
Orientações de segurança ao consumidor
Os consumidores são aconselhados a:
- Conferir o rótulo das garrafas de 500 ml da água Crystal e identificar o lote LZ1 VAL200127 3 P 200126.
- Interromper o uso imediato do produto, caso o lote coincida.
- Armazenar as unidades separadas de outros alimentos e aguardar instruções de logística reversa que serão divulgadas pela fabricante.
Pessoas que tenham ingerido o produto e apresentem sintomas como febre, náuseas ou desconforto gastrointestinal devem procurar serviço de saúde e relatar a possível exposição à Pseudomonas aeruginosa.
Conclusão Técnica
As investigações iniciais indicam que a contaminação está restrita ao lote LZ1 VAL200127 3 P 200126, produzido em 20 de janeiro de 2026. A combinação de recolhimento imediato, monitoramento de reclamações e auditoria no processo de envase tende a mitigar riscos adicionais ao consumidor. Relatórios complementares do Lacen-DF e da Anvisa devem ser divulgados nas próximas semanas, quando serão definidos eventuais ajustes nos protocolos de qualidade e eventuais sanções à fabricante. Até a conclusão dos laudos, permanece vigente a suspensão da comercialização e a obrigatoriedade de devolução de todas as unidades remanescentes do lote contaminado.




